Severina Gomes demorou quase 40 dias para achar o seu cãozinho Bethoven, que fugiu e encontrou abrigo na casa de Leliane Ortiz. Mais uma vez as redes sociais ajudaram
Severina Gomes demorou quase 40 dias para achar o seu cãozinho Bethoven, que fugiu e encontrou abrigo na casa de Leliane Ortiz. Mais uma vez as redes sociais ajudaram | Foto: Dayana Fonseca/Divulgação



Basta um descuido e algo muito precioso se perde. Seja pelo valor material ou sentimental, a sensação de perda é horrível. Contar com a generosidade de quem encontra algo e se esforça para restituir ao dono é um alívio e motivo de muita felicidade.

Assim foi para a auxiliar de costureira Severina Gomes. Por um descuido, seu cãozinho Bethoven aproveitou o portão aberto enquanto um carro saía e fugiu de casa, na semana do Carnaval. Foram quase 40 dias até encontrá-lo, são e salvo, abrigado na casa da professora Leliane Ortiz.

"Eu moro em apartamento e notei o cachorro em frente ao prédio. Ele ficava dando voltas no quarteirão. Estranhei o comportamento, porque os animais de rua geralmente passam, não ficam. Como tenho vários gatos, pensei em alimentá-lo, tirar uma foto e colocar nas redes sociais. Ele não quis comer, mas fiz a foto, postei, ninguém se manifestou. Quando chegou a noite vi que ele estava deitado em frente ao prédio. Desci e levei-o para o meu apartamento. Por causa dos gatos precisei colocá-lo na sacada, porque não sabia se eles poderiam se estranhar", conta.

No dia seguinte a professora levou o animal ao veterinário, deu banho, medicou. Ele tinha ferido as patas de tanto andar e também estava desnutrido. A divulgação continuava na internet, mas o tutor não aparecia, nem alguém interessado em adotá-lo.

Aos poucos Joel, como Ortiz passou a chamá-lo, foi se afeiçoando a ela, aos gatos e à família. Até um Instagram foi criado especialmente para ele, para aumentar a divulgação. Até que um dia a sobrinha de Gomes entrou em contato, pedindo para ver se Joel era Bethoven.

"Vi a imagem no Facebook do SOS Vida Animal, parecia muito com ele, mas a descrição não batia, porque dizia que ele tinha aproximadamente três anos e que se dava bem com gatos. Bethoven nunca conviveu bem com gatos e já tem nove anos. Mesmo assim pegamos a minha tia e a levamos para ver o cão. Quando eles se viram, na hora ele a reconheceu, foi muito emocionante! Ele era a companhia dela, que estava inconsolável com a fuga", conta a psicóloga Deisi Lima.

Lima diz que assim que notou a falta do cão, a família saiu para procurá-lo durante vários dias, sem sucesso. Apesar de seguir a página da ONG na internet, a tutora não anunciou o animal porque não tinha fotos. "Minha tia já é de idade e ficou muito triste sem ele. Chegamos a adotar outra cachorrinha, mas um amor não substitui outro. Ela orava para ele voltar e acho que Deus a ouviu. Ele fez muita falta. Agora ela tem a companhia dos dois", atesta.

Para Ortiz, conseguir unir o cão à tutora foi mais gratificante do que se tivesse conseguido um adotante. "Ele se apegou a mim e quando estávamos em casa, ele ficava solto com os gatos. Na hora de ir embora ele até parou e olhou para nós duas, acho que ficou meio em dúvida. Mas eu nunca pensei em adotá-lo, por causa dos gatos e também por não ter tempo para me dedicar a ele como necessário", explica.

Bethoven foi o terceiro animal perdido que a professora conseguiu devolver aos tutores. O primeiro foi uma cadelinha e o segundo um outro cãozinho idoso. Por já ter perdido um cão, ela sabe exatamente o sentimento dessas pessoas. "Quando minha filha era pequena nós tivemos uma cachorra, que já faleceu. Ela teve um filhote, que acabou se perdendo. Por mais que nós tenhamos procurado por ele, nunca achamos. Passei então a prestar mais atenção nesses animais abandonados. Participei de ONGs, me tornei uma protetora independente e me dedico aos gatos. Eles não têm ninguém que faça por eles", lamenta.

Médico recupera celular perdido na ExpoLondrina

Qual a chance de alguém conseguir recuperar um celular Iphone 6S perdido durante a ExpoLondrina? O médico residente João Walter Mahl Spohr já tinha dado o aparelho por perdido, quando foi positivamente surpreendido.

"Fui na Expo na sexta-feira à noite e no sábado pela manhã dei pela falta do aparelho. Meu primeiro pensamento foi 'perdi, já era', ainda mais porque era muita gente andando por lá. Entrei no Facebook para comunicar minha família, quando a minha mãe me avisou que alguém tinha achado o aparelho e queria me devolver", conta.

Recém-chegado a Londrina, Spohr não conhecia ainda muitas pessoas e muitos menos os grupos de Facebook da cidade. Foi em um deles que Wesley Ferreira, atualmente desempregado, anunciou o aparelho perdido, na esperança de que o dono aparecesse.

"Eu estava trabalhando como vigia na Exposição e encontrei o Iphone, mas não consegui ligá-lo para tentar identificar o dono. Resolvi anunciar na internet, para ver se alguém aparecia. Algumas pessoas entraram em contato, eu perguntava a operadora do celular, ou pedia para ligar no número do aparelho para ver se ele tocava, mas não dava certo. Foi então que eu resolvi tirar o chip do aparelho e colocar no meu telefone. Nisso a mãe do João ligou e eu avisei que estava com o Iphone, ela nem sabia que ele tinha perdido", conta Ferreira.

Spohr conta que após ser avisado por sua mãe, entrou em contato com Ferreira e foi até Ibiporã buscar o aparelho. "Eu tinha comprado o telefone em fevereiro e não imaginava que ia conseguir encontrá-lo, ainda mais porque cheguei aqui há pouco tempo e não conhecia ninguém. Acabei ficando amigo dele e já avisei que se precisar de alguma coisa, é só me procurar", diz.

Para Ferreira, achar o dono do aparelho foi uma grande satisfação. "Se eu tivesse perdido meu celular ficaria feliz se alguém me devolvesse", afirma.

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