O mundo doce através da tela
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 

Com uma rotina corrida por causa dos afazeres domésticos, do trabalho e dos cuidados com uma filha pequena, Karina B. Meier recorre aos cursos on-line para se capacitar. Dona da Kakes Doceria Inclusiva, em Francisco Beltrão, ela conta que aprendeu sobre a confeitaria tradicional com sua mãe, que era professora. Entretanto, devido às severas alergias de sua filha, sentiu necessidade de produzir alimentos que atendessem alérgicos.
Ela conta que fez algumas tentativas em casa de adaptar receitas sem glúten, sem lactose e sem soja, mas acabava perdendo muitos ingredientes e avaliou que os custos com cursos seriam menores.

"Eu estava aprendendo por tentativa e erro e percebi que meu custo perdendo ingredientes era maior do que pagar por um curso. Tem muita receita ruim na internet e o ponto correto da massa é crucial quando não se usa ovos e farinha de trigo, são muitos erros para aprender sozinha. É possível, mas é muito custoso. O primeiro curso foi de farinhas sem glúten, o segundo de doces veganos sem açúcar, o terceiro foi de bolos caseiros inclusivos e funcionais e o quarto de brigadeiros e docinhos inclusivos e funcionais. Também faço minicursos on-line, voltados para vendas on-line como Marketing Digital e Empreendedorismo", conta.

Meier explica que ter conhecimento prévio ajudou-a em questões que são comuns aos dois tipos de confeitaria, como o uso de equipamentos e a decoração, e afirma que mesmo através dos vídeos é possível perceber texturas de massas ou coberturas. Como o ponto dos preparos muda conforme os ingredientes, saber como era um doce tradicional não acrescentou nos produtos veganos. "O ponto de um brigadeiro vegetal de amêndoas é diferente de um de coco e de um de leite de vaca. É brigadeiro, mas as texturas mudam muito."
Além da comodidade de poder escolher o local e o horário para estudar, a confeiteira avalia que os bônus são outra vantagem dos cursos on-line. Em um dos cursos ela ganhou 30 minutos de consultoria, que a ajudaram a definir alguns rumos de seu negócio. "O legal também foi o grupo de WhatsApp (com os outros participantes) porque converso quase que diariamente com algumas das colegas e trocamos muita informação. Presencialmente também há essas trocas, mas como estamos espalhados pelo Brasil, seria muito mais caro e difícil", avalia.


