"Nem que o médico me peça eu paro", diz o advogado Marcelo Adamuz, que pratica triathlon e participa de provas de IronMan
"Nem que o médico me peça eu paro", diz o advogado Marcelo Adamuz, que pratica triathlon e participa de provas de IronMan | Foto: Celso Pacheco



O advogado Marcelo Adamuz sempre gostou de praticar atividades físicas. Porém, aos 19 anos, durante um jogo de basquete ele machucou seriamente o joelho e precisou ser operado. "Rompi os ligamentos e precisei colocar dois pinos. Um deles saiu do lugar e precisei fazer outra cirurgia", conta.

Depois de algum tempo afastado das quadras, ele começou a pedalar. Como o joelho não apresentou problemas, ele resolveu começar a correr. De lá para praticar triathlon foi questão de tempo. Não satisfeito, Adamuz se inscreveu também em provas do IronMan, onde os competidores nadam 3,8 quilômetros no mar, pedalam 180 quilômetros e correm outros 42 quilômetros.



Em dois anos treinando ele já participou de um IronMan, três meio IronMan (1,9 km de natação, 90 km de bicicleta, 21 km corrida) e um Triatlhon Olímpico (1,9 km de natação, 40 km de bicicleta e 10 km de corrida). "O que me motiva a fazer tudo isso é o desafio. É um esporte duro, cheio de detalhes e que exige treinamento e alimentação adequada", justifica.

Com o esforço o joelho voltou a ter problemas e foi necessário uma nova cirurgia há seis meses. Já recuperado e com treinamento especial, Adamuz viajou nessa semana para participar de outra prova do Ironman, desta vez em Fortaleza.

"O médico me liberou para a prova, mas pediu que eu ganhasse massa para sentir menos dor. Tenho o acompanhamento de profissionais, então o problema fica minimizado. Nesse período parei de correr e busquei fortalecer o joelho na 'bike' e na natação, fiz exercícios de fortalecimento e também de musculação, além da fisioterapia. Ainda sinto dor, mas não pretendo parar. E tem a adrenalina da competição, conforme vai chegando a data já começo a contagem regressiva. Nem que o médico me peça eu paro", garante.

Além do gosto pelo desafio, Adamuz acalenta um sonho: cruzar a linha de chegada com o filho Davi. Com 3 anos, o menino já ganhou duas bicicletas e faz aulas de natação. "Por enquanto me contentaria em levá-lo nos braços no final da prova, mas isso é proibido. Terei que esperar até os 18 anos para que ele possa participar. Até lá terei idade para continuar participando", ri.

Imagem ilustrativa da imagem O homem de ferro
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