A designer Desirée Silva, 24, se presenteou com um salto de paraquedas na semana do aniversário: "Uma emoção que eu nunca imaginei passar"
A designer Desirée Silva, 24, se presenteou com um salto de paraquedas na semana do aniversário: "Uma emoção que eu nunca imaginei passar" | Foto: Divulgação/Fly Paraquedismo



"Aquele momento lá no céu, dentro do avião, é de contemplação. Você ouve o vento, vê o céu, milhares de coisas boas na cabeça, é uma paz. Então começam os procedimentos e eu fui sentindo que o meu coração foi parando. A hora que abriu a porta e eu vi aquele monte de coisa pequena embaixo... Você não tem controle de mais nada, o instrutor pediu para posicionar a perna, mas eu não conseguia, eu não tinha controle. Então ele me ajudou. E quando estava tudo certo, nós pulamos."

Desirée Cristine Silva, 24, se presenteou com um salto de paraquedas na semana do aniversário. Metódica, certinha, sentia que precisava sair da rotina e deixar perder o próprio controle. Conseguiu. Naquele sábado, quando o sol brincou de se esconder para depois surpreender positivamente quem estava com data marcada para o salto, ela chegou ao aeroporto 14 Bis (Warta) determinada e na companhia de duas amigas: Fernanda Moura, 24, e Anna Flávia Fernandes, 23.

"Eu tive pânico, deu um baque. Não tive reação, não conseguia pensar, falar, nada. Eu fechei os olhos e fui lembrando das orientações. Eu não estava percebendo o que estava acontecendo, com muito frio na barriga. O paraquedas abre e faz um barulho, eu pensei: 'agora já era'. O coração até desperta. É pura emoção na queda, é desespero, mas eu estava feliz, me sentindo libertada, sem controle... Uma emoção que eu nunca imaginei passar."

Antes do salto, uma falsa calma que as amigas, na ausência da designer, disseram ser um disfarce para o nervosismo. Sorrisos, fotos, atenção nas orientações do instrutor, o preparo também faz parte da brincadeira que envolve sentir medo e coragem juntos. Camiseta com estampa da Mulher Maravilha já dizia sobre ela, mas foi escondida no casaco "porque lá em cima vai estar frio". Com o sorriso largo, caminhou até o pequeno avião acenando para as amigas, rumo ao salto duplo, modalidade que consiste em ter apoio de um instrutor.

"Na hora que o paraquedas estagna, voltei a sentir aquela sensação de dentro do avião. Uma paz, tranquilidade, até brinquei lá. Quando cheguei e vi o pessoal, pensei: 'eu realmente consegui fazer o que eu queria fazer'. Eu lembrei de tudo, de como foi, fiquei muito feliz. É bom colocar os pés no chão, mas quando tirei o paraquedas eu já queria mais. Essa sensação de deixar as coisas acontecerem... Eu já estava ali, caindo, 'aproveita!' Foi o melhor presente, vou lembrar para sempre", recomenda.

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