"Geralmente, você só sabe qual é a forma que o choro ocupa na pessoa pela intimidade que tem com ela"
"Geralmente, você só sabe qual é a forma que o choro ocupa na pessoa pela intimidade que tem com ela" | Foto: Shutterstock



Chorar faz bem para a alma? De acordo com Amanda Vasconcelos, professora do curso de psicologia da Universidade Positivo, o choro é uma expressão individual e, como tal, não se pode dividir em bom ou ruim. "É preciso analisar caso a caso. Às vezes a pessoa não chora, mas é agressiva, então substitui a expressão. Há pessoas que seguram tudo: linguagem, choro, são mais reprimidas", exemplifica.

O fato de segurar as lágrimas não representa, segundo ela, um problema emocional, mas que pode indicar um movimento mais contido. Neste caso, culturalmente, os homens são os mais afetados. "Isso não quer dizer que eles reprimem mais, eles podem encontrar o afeto de outro jeito", indica.

Mas no decorrer da vida, o choro passa por diversas fases. Se enquanto se é bebê o choro demonstra necessidade, seja por alimento, carinho ou outra demanda, em outras fases pode representar alívio ou descarga motora. "Geralmente, você só sabe qual é a forma que o choro ocupa na pessoa pela intimidade que tem com ela", afirma. Assim, enquanto em certo momento o choro pode ser uma demonstração de angústia ou tristeza, em outro pode ser só uma forma de desabafo e descarregamento de energia.

Essas fases vão avançando conforme o desenvolvimento psíquico, o indivíduo vai internalizando o moral e ajustando o comportamento. "O desenvolvimento moral da criança se dá em torno dos quatro ou cinco anos de idade, então ela fica mais livre para chorar, falar e se expressar", afirma. Conforme o desenvolvimento, o indivíduo vai moldando suas expressões conforme a cultura.

mockup