Imagem ilustrativa da imagem Não fazer planos também vale
| Foto: Marcos Zanutto



Embora haja essa recomendação para traçar metas, há quem prefira levar as coisas de modo bem mais tranquilo. Não que a pessoa não tenha sonhos e ambições, mas procura deixar as coisas acontecerem sem muita cobrança.

O analista de sistemas Jorge Luiz Nardone é uma dessas pessoas que irá entrar em 2019 sem colocar prazo em seus objetivos. "O motivo principal (para não fazer metas) é que uns anos atrás eu fazia, mas nunca mantinha isso em mente, não tentava correr atrás. Era mais uma lista de realizações que pretendia fazer, nunca era uma meta planejada", conta.

Tempo depois, durante terapia, ele percebeu que fazer metas e não cumpri-las era muito pior do que não fazer, pois acabava se frustrando. "Engessar isso, com data para começar, acabava até atrapalhando a realização. Você faz uma cobrança, aí aparecem algumas situações inesperadas. Ou isso acaba engessando a sua rotina em fazer algo que apareceu, que até poderia ser mais divertido. Acabava não cumprindo e acabava ficando meio chateado comigo mesmo. Eu acabei abandonando isso e decidi que vou tentar ao longo do ano ver o que preciso fazer e ir me adaptando às coisas que acontecem. Tenho metas de vida, planos, só que eu não engesso. Deu vontade de fazer, faço um planejamento, mas independentemente de prazos, de datas", explica Nardone.

E se alguém pensa que levar as coisas dessa forma pode ser improdutivo, ele mostra na prática que não. Em agosto deste ano, durante as férias, o analista conquistou sua casa própria.

"Em agosto, quando entrei de férias, resolvi ver um apartamento. Eu sou meio imediatista, se eu não for atrás eu protelo, isso é um defeito meu, vou procrastinando. Eu pensava que seria legal ver se eu poderia comprar, mas não disse que em 2018 ia fazer isso, nem de longe eu cogitava fazer. Fui e deu certo. Não foi algo que eu planejei, mas acabei fazendo neste ano", finaliza. (E.G)

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