Na onda fitness
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sábado, 15 de dezembro de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 

A preocupação com a saúde é um comportamento visível da geração atual. Cuidados com a alimentação, prática de exercício físico, acompanhamento médico são atitudes cada vez mais presentes na rotina das pessoas. Segundo a Acad (Associação Brasileira de Academias), a indústria mundial do fitness alcançou 174 milhões de clientes em 2017, com aumento de 6% em relação aos dois anos anteriores. Mas antes de alcançar este "boom" atual, uma empresa londrinense soube investir no mercado. Há 17 anos nascia a Mulher Elástica, marca que aposta em tecnologia, estilo e conforto para vestir o público feminino.
A empresa familiar contou com a experiência em confecção em alfaiataria da mãe, Maria Aparecida Krzyzanowski, e com o estudo do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da filha, Tatiana Krzyzanoswki, formada em desenho industrial. "Ela (Tatiana) sentia a necessidade de ter uma roupa mais legal para ir à academia, porque naquela época era uma calça de moletom e uma camiseta velha que se usava, e daí ela desenvolveu a marca, uma roupa mais versátil que conseguisse estar na academia e bem-vestida", conta o irmão, Fabrício La Pastina Krzyzanowski, responsável pelo departamento comercial da marca.
No início, a ideia foi refutada por especialistas. Hoje, a empresa é case de sucesso no Sebrae-PR ao apresentar os números das duas lojas físicas, dois e-commerces (Brasil e EUA), mais de 100 revendedores em lojas multimarcas espalhados por todo o Brasil, publicações em grandes revistas especializadas em moda, como Vogue, Elle, L'officiel e marcar presença em novelas e programas de TV.
Apesar do sucesso, desbravar o mercado no interior do Paraná não foi fácil. "Calça justa, brilhosa, que hoje toda mulher tem no guarda-roupa, a lojista olhava e falava que era roupa de prostituta. Era muito difícil colocar nosso produto. Chegou uma época que a gente até parou de trabalhar com catálogo conceito. O consumidor não entendia, demorou muito", recorda Fabrício.
Com a aceitação do mercado, a empresa foi conquistando espaço e se atualizando diante das novas possibilidades oferecidas pela tecnologia. "A roupa esportiva não é só mais uma roupa, ela é um equipamento. Hoje nós temos roupas com refletivos para quem pratica atividade noturna ao ar livre, tecidos com proteção UV fator 50, uma série de atributos que melhoram a performance", indica.
Fora isso, a marca também trabalha com linhas que vão da atividade física à roupa de passeio, explorando categorias para todos os gostos. Fabrício aponta a modelagem como um diferencial para competir no mercado, hoje já bem desenvolvido, com número alto de concorrentes e com lojas segmentadas. "A roupa fitness começou a sair do espacinho de dentro da loja que vendia lingerie e pijama para uma loja específica do segmento fitness. Aí eu comecei a perceber que o mercado estava deslanchando", afirma.
Com a consolidação da marca no Brasil e com aposta no exterior, a fábrica vê oportunidades, mas se mantém em Londrina. "Tudo que a gente faz é na nossa cidade. Uma empresa pé-vermelho, a gente tem orgulho. Já houve oportunidade de fazer coisas fora, mas acho que nosso papel não é só vender, tem que ajudar a fomentar a economia da nossa cidade. É daqui, vamos trabalhar com quem é daqui", salienta. Assim, mãe e três filhos gerenciam a empresa que ficou grande, mas não perde a atenção para manter-se focada na ideia inicial de vender estilo e conforto, usando e abusando da tecnologia.


