Na fotografia, a gente nunca aprende totalmente

Foi com o pai que a fotógrafa e artista Fernanda Magalhães aprendeu a fotografar. Jornalista, fotógrafo, dono de tipografia e de livraria, entre tantas outras atividades ligadas à arte, Antonio Vilela de Magalhães tinha também um laboratório de revelação. E foi lá que Fernanda viu várias vezes o papel magicamente revelar uma imagem.
"Eu tinha seis anos, me encantei e disse que quando crescesse seria fotógrafa. Ele tinha diversas máquinas e, entre elas, uma Polaroid, e como era um estimulador das artes, me deu a máquina. Comecei a experimentar. Eu tinha uma tia, irmã dele, que tinha uma escolinha de arte que eu frequentava. Uma coisa muito legal é que meu pai me chamava, pegava as imagens e discutia sobre elas: se estava bom, se eu poderia fazer de outra forma, de outro ângulo", relata.
Ela conta que ainda adolescente participou de cursos e exposições, até passar pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foi a partir daí que também começou a fazer experiências com equipamentos, lentes e incluiu outras formas de arte, como pintura. "É o que me encanta na fotografia, a gente nunca aprende totalmente, sempre pode explorar a linguagem da fotografia e expandi-la", justifica.
Entre suas obras mais marcantes, a série "A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia" ganhou o mundo e foi exposta nos Estados Unidos, França, Finlândia, Bélgica, México, Espanha, Equador, Peru, Argentina e Uruguai. "Em 2011 fiz uma exposição grande em Paris, com 22 trabalhos e eles ficaram no acervo dessa Maison Européenne de la Photographie. Esse lugar é uma das maiores coleções de fotografia contemporânea do mundo. Dessa mesma série também tenho fotos no acervo de um colecionador brasileiro chamado Joaquim Paiva, que hoje está no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro." (E.G)





