Grife do Rio Grande do Sul oferece peças em cores sólidas por serem mais versáteis e que se transformam em até 25 outras
Grife do Rio Grande do Sul oferece peças em cores sólidas por serem mais versáteis e que se transformam em até 25 outras | Foto: Divulgação



Existem mulheres que não abrem mão de um closet repleto de roupas e sapatos e existem aquelas que são adeptas do estilo minimalista, com poucas peças, funcionais e práticas. Para essas já existem peças que permitem inovar no visual sem encher o guarda-roupa. Criada pelo designer e professor do curso de moda da Faculdade Unisinos Rafael Körbes, a OMINIMO oferece moda transformável.

Formado em design estratégico, Körbes participou de um concurso com tema livre e pensou em algo que pudesse surpreender os jurados. Ele criou uma peça multifuncional, que pudesse ser usada de diferentes maneiras, segundo o gosto do consumidor. Sua aposta deu certo e ele ficou em quinto lugar, entre mil inscritos, o que o motivou a continuar estudando sobre o assunto.

"Durante meu mestrado me dediquei a pesquisar peças multifuncionais, que pudessem ser reaproveitadas. Por que é preciso comprar um novo vestido a cada vez que se vai a um casamento? Fiquei quatro anos gestando essa ideia e no ano passado nasceu a OMINIMO. Faço tudo, do corte à venda", conta.

Atualmente a marca oferece cinco peças: dois macacões – um curto e um comprido -, dois vestidos – sendo também um curto e um comprido - e uma blusa, que também pode ser usada como saia. As peças são oferecidas em cores sólidas por serem mais versáteis e se transformam em até 25 outras, embora haja consumidoras que já descobriram novos modelos. Enquanto vestidos e macacões são confeccionados em viscolycra, as blusas são feitas em crepe.

"Os tecidos foram escolhidos segundo o conforto, por serem próprios para os acabamentos necessários e também porque precisam ter um custo acessível. Meu objetivo é cobrar um valor justo, não vou cobrar o preço de 20 peças em uma, porque no final as pessoas escolhem dois ou três formas preferidas de usá-las", explica ele.

Körbes conta que muitas pessoas têm demonstrado interesse e também curiosidade sobre as peças e a procura tem sido grande, inclusive por homens, interessados em roupas transformáveis. "Já tenho o desenho de peças unissex, mas no momento não estou conseguindo confeccioná-las. A marca é mais um laboratório de pesquisa, minha proposta é de quebrar a lógica de troca rápida de peças, como é feito no fast fashion", argumenta.

Até como forma de quebrar paradigmas, em seu site o designer apresenta três modelos com idades e formas corporais diferentes, vestindo as mesmas peças. Outra preocupação é que os modelos sejam ofertados de forma permanente, sem troca de coleção, de forma que se a consumidora não conseguir comprar neste momento, pode ter acesso à peça de desejo meses depois.

"Não quero a lógica da tendência. As peças se ajustam à tendência da época. Outro desejo é manter os valores acessíveis, mas com uma remuneração justa, por isso pretendo abrir os custos da empresa, mostrando quanto custa produzir uma peça", finaliza.

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