Mudando a vida para receber
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sábado, 10 de agosto de 2019
Laís Taine - Grupo Folha 
Para receber Ana Carolina, hoje de um ano e sete meses, Henrique Gambaro, desenvolvedor de pessoas, precisou se readequar à rotina. As novas preocupações começaram desde a gestação. “Fiquei extremamente feliz e preocupado. Meu irmão é ginecologista, eu pirava, perguntava para ele como seria se acontece isso ou aquilo, porque a gente começa a ler e não fica tranquilo, começa a dar um desespero”, ri com a recordação.
Depois do nascimento, a percepção de mundo e sobre si mesmo mudou. “É uma luz no escuro, penso que eu deveria ter tido mais uns cinco (filhos), porque a satisfação, a energia, o propósito de vida mudam completamente”, afirma. Ana Carolina nem entende ainda, mas ela é a responsável por mudar toda a rotina da casa, tendo todos os horários definidos pela demanda dela: banho, alimentação, hora de dormir e de acordar. “Tive que me adaptar a essa nova forma de fazer, sabendo que a coisa mais importante é a minha filha”, explica.
Aliar as novas atividades à eficiência no trabalho é um desafio que o desenvolvedor assumiu com motivação. “Não temos que assumir esse papel como um fardo, mas como um item de satisfação. Eu hoje fiquei com ela até duas horas da manhã cantando toda a discografia do Legião Urbana”, brinca sobre as novas habilidades que adquiriu. “Não é questão de troca, de fazer mais ou fazer menos, mas de não deixar esse momento passar. Esse sorriso de um ano e sete meses nunca vai ser igual ao de uma criança maior... E o tempo voa!”, alerta aos pais.
Mesmo com a mudança de vida, de rotina, da experimentação de um novo relacionamento com a casa e com a esposa, é nos detalhes do dia que Gambaro vê a paternidade agindo em benefício comum. “Esses momentos vão fazer bem para todo mundo: para a criança e para o pai, porque ele vai viver esse momento de angústia e felicidade. A criança está todo dia evoluindo, fazendo coisas novas, perceber essas descobertas é uma vivência sensacional”, argumenta e acrescenta ser feliz com o compromisso de ter que educar uma criança melhor para a sociedade.
“Não é questão de troca, de fazer mais ou fazer menos, mas de não deixar esse momento passar... E o tempo voa!”


