Imagem ilustrativa da imagem Mudança de hábito
| Foto: Marcos Zanutto
O cabeleireiro e visagista Lincoln Tramontini e o arquiteto Alvaro Cortes: atualização visual



"Se você um dia já acordou querendo mudar é que aquela gotinha transbordou o copo. Eu não acredito na pessoa que quer mudar simplesmente por mudar. Lá dentro, no inconsciente dela, essa mudança já estava acontecendo", afirma o cabeleireiro e visagista Lincoln Tramontini. "O cabeleireiro tem que estar pronto para captar isso (desejo de mudança) e transformar num visual", ensina.
Tramontini ressalta que toda mudança externa vem com uma intenção. "A pessoa quer parecer mais madura ou mais jovem, mais dinâmica ou então passar mais credibilidade. Com as linhas do corte, as cores e os penteados possíveis, dá para potencializar toda essa mudança", diz. Mas ele lembra que a imagem traduz apenas uma parte do que a pessoa quer transmitir. "Quero saber o motivo dela querer cortar curto ou ficar loira. Tem sempre alguma coisa lá atrás", garante.
Para o arquiteto Alvaro Cortes, o motivo da mudança, dois anos atrás, foi o que ele chama de "atualização visual". "Mas eu precisava de algo que fosse além do corte de cabelo", enfatiza. "Sempre mantive meu cabelo de forma óbvia. Foi sempre muito bem tratado por bons profissionais, mas queria alguém que estudasse a forma, a cor e as nuances. Queria um profissional que traduzisse no meu cabelo o que eu exercito com meus clientes, que é o conforto pessoal", define.
E são com referências da arquitetura que ele explica as novas nuances de cores que adotou no cabelo. "Não é uma cor escura, a cor que ele imprime é a da sombra", diz. Ele conta que a ideia foi procurar um cabeleireiro para uma atualização visual e também para rejuvenescimento. "Ele (Lincoln) sempre faz um interferência que não é percebida como corte. Em mim, usou a alfaiataria clássica, mas ousou", conta o arquiteto.
"Na minha profissão preciso antecipar algo para as pessoas. Não sou do modismo, mas não vivo sem moda", explica Cortes, que traduz seu visual como prático, livre, atual e contemporâneo. "Não gostaria de ficar refém do cabelo, queria algo mais despojado. Procuro praticidade porque estou sempre visitando as obras", lembra.

"Na minha profissão preciso antecipar algo para as pessoas. Não sou do modismo, mas não vivo sem moda"

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