Moda solta e elegante
Peças mais largas e tecidos leves trazem a sofisticação do comfort wear
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de junho de 2019
Peças mais largas e tecidos leves trazem a sofisticação do comfort wear
Laís Taine - Grupo Folha 

Sofisticação sem sofrimento. Muitas grifes têm apostado no conceito comfort wear em peças que não perdem a elegância pelo seu caráter aconchegante. Tecidos mais leves, toque suave, forma agradável estão aliados para que se expressar com estilo e personalidade não seja um sacrifício. Neste inverno, as apostas em calças mais soltas, blazers em malhas e tênis nos pés demonstram que ser chique não dói.

Dos espartilhos aos camisetões, dois pontos foram fundamentais para essa transformação até a microtendência atual. “Uma questão é a evolução tecnológica dos materiais, há uma infinidade de formas e acabamentos novos que permitem conforto tátil e térmico da roupa. Outra questão é a libertação, ascensão da mulher, a inserção no mercado de trabalho”, comenta Thassiana Miotto, professora do curso de Design de Moda, da UEL (Universidade Estadual de Londrina).
Agora, o conforto está em todos as etapas do desenvolvimento das peças quando se trata das marcas que apostaram nessa forma de vestir. “Esse conjunto de tecidos mais tecnológicos, com acabamentos diferentes aliados à modelagem, na questão de folgas mais elaboradas, chega a um largo pensado para ser largo. Não é mal vestido, de forma que você consegue transitar ao casual e social ao mesmo tempo”, afirma Miotto. Ela menciona que atualmente as fabricantes conseguem unir tendência de estilo à identidade da marca, seguindo a moda dentro de uma personalidade.
CRIAÇÃO
O processo de criação de uma peça focada em conforto precisa ter o conceito bem presente em todo seu desenvolvimento, considerando linguagem, combinação de cores, proporção de recortes, folgas e caimento, escolha dos materiais, entre outros. A professora explica que existem quatro pontos fundamentais que devem ser considerados nesse processo, que são: conforto tátil (contato do tecido, costuras e acabamentos com a pele), térmico (propriedades do tecido e suas tecnologias para trazer prazer em relação ao clima), visual (harmonia que as formas representam) e psicológico (quando o usuário entende todos os benefícios, cria o apego e fidelização da marca ao encontrar a resolução de suas questões).
EM ALTA
Dentro dessa microtendência comfy, a calça jogger vem de uma referência de um universo esportivo para a moda casual. “Ela é pensada para o conforto pela questão do elástico, é fácil de colocar e tirar, os materiais são mais frescos, modelagem mais folgada e traz essa ideia do conforto visual”, afirma Miotto.
De uma referência clássica, os blazers exploram outros campos além da alfaiataria. “É uma peça superclássica e atemporal e hoje é feito em cortes de malha, em moletom e canela, em diversos materiais, até nesses mais tecnológicos e esportivos, misturando o casual com a alfaiataria”, explica.
As próprias pantalonas e pantacourts expressam essa linguagem com as modelagens mais soltas, assim como os vestidos facilmente combinados com tênis e sapatos sem saltos. “A gente consegue fazer isso em casa com o conceito do guarda-roupa cápsula, que com pouca peça e acessórios você consegue trocar e fazer coisas diferentes. Peças com mais estilo atemporal que podem ser combinadas com qualquer coisa, com o conforto de que aquilo te atende em ocasiões diferentes. É o conforto psicológico”, apresenta.
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