Formada em Ciências Sociais e também em Turismo e Hotelaria, há 15 anos Miriam Weffort Patrial fez uma pesquisa de mercado e sentiu falta de opções de turismo rural em Londrina. Resolveu investir na área. Surgia a Estância Patrial, em uma propriedade de 12 hectares, no Distrito do Espírito Santo (zona sul).
O lugar, que mantém uma mata nativa de três hectares, é colírio para olhos acostumados a ver tanto concreto em uma cidade que tem cada vez menos árvores. E também refresco para a mente. Antes de chegar ao restaurante, o cliente passa por uma estradinha no meio da mata. Mesmo se for dia de muito calor, pode desligar o ar-condicionado do carro e abrir os vidros para curtir um refresco que só a natureza é capaz de proporcionar.
Boa parte do que é servido no fogão é plantado na propriedade, como feijão, milho, verduras e frutas. Outra parte vem dos vizinhos, como frangos, ovos e queijos. "Sabemos que nosso cardápio atende aos paladares saudosistas, do tempo das nossas avós. Temos clientes que trabalham engravatados a semana toda e que não conseguem comer no dia a dia coisas tão simples. Alguns já chegam à estância dizendo: ‘Miriam, traga um ovo frito’. E deliciam-se também com quiabo, tutu de feijão e frango caipira", relata a proprietária. (W.S.)

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