Mapas mentais
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de novembro de 2018
Walkiria Vieira<br>Reportagem Local 

O bom uso do tempo é determinante para quem estuda. Render na escola, faculdade, cursinho ou em uma nova área de conhecimento significa assimilar informações, compreendê-las e retê-las de modo claro e objetivo. É verdade que cada pessoa pode ter um modo de aprender e para aqueles que sabem que possuem um perfil de aprendizagem visual, os mapas mentais representam uma estratégia e tanto, pois permitem que o conteúdo seja sintetizado com as principais ideias a partir de uma folha em branco. Quem ensina o passo a passo de como tirar o melhor proveito no estudo com o uso dessa ferramenta é a psicopedagoga e professora de matemática Maria do Carmo Cardoso Bezerra. "Fazer um mapa mental para estudo não é uma ideia nova, mas é uma estratégia que pode ser mais difundida", adianta.
Materiais simples como uma folha de papel sulfite e canetas coloridas ganham status nas mãos da expert que é capaz até de fazer um mapa mental do mapa para explicar, de modo visual, o que é. Diagrama, A4 deitado, colorido, associações, sucinto, visão global, revisão fácil são algumas palavras-chaves que ela dispõe para explicar. "A ideia central fica no meio e os ramos, detalhes e até desenhos são feitos para se montar um mapa com os conhecimentos de quem o faz. É algo rápido, não é necessário um rascunho e isso também estimula o raciocínio", explica. A ferramenta de aprendizado e estudo é apontada ainda como um jeito de memorizar, lembrar o que o professor explicou por meio de um resumo - sem a necessidade de hierarquia ou linearidade. As informações essenciais lá estão e nesse formato de apresentação ganham cor, vida e autoria. Ou seja, não tem erro, nem segredo. Fazer um mapa mental é colocar uma explicação no papel e no caso, para facilitar, vale até desenhar, sim. Quando pintar um assunto novo e alguém perguntar: "Quer que eu desenhe?", responda sim. Da cabeça para o papel, há um salto valioso para quem ensina e para quem aprende. Cabe numa folha de sulfite a compreensão de como é o funcionamento da cadeia alimentar, divisão celular, processo de reciclagem no ambiente, sistema eleitoral brasileiro, revolução francesa e outros tantos conteúdos.
FAÇA VOCÊ MESMO
"Fazer você mesmo não é repetir, é escolher palavras que tenham significado em seu universo e isso é feito por associação e também é uma forma de aprender mais", acrescenta a psicopedagoga. O estudante do 8º ano do Ensino Fundamental II, João Pedro Bachitchi Silva, 14 anos, considera que os mapas mentais auxiliam mesmo. Como exemplo do que já aprendeu, ele apresenta um diagrama sobre os gêneros textuais que está estudando: crônica, propaganda institucional e conto. Investiu no material que serve de guia de seu estudo e traz as conexões que fez ao rever o conteúdo de sala. "Nem sempre é simples para as crianças identificar o tema central do que estão aprendendo. Sugiro sublinhar o que há de mais importante como um começo. E muitos chegam ao ensino superior com dificuldades de estudar, então por quê não começar a disponibilizar o dispositivo desde os primeiros anos de estudo?", questiona. "É como aprender a aprender. No começo gasta mais tempo, mas nossa memória trabalha por associação e com a prática fica mais fácil resgatar a informação de modo mais ágil", expõe a psicopedagoga. "O conteúdo está disponível em muitos lugares e é interessante lembrar que você pode aprender mais sobre qualquer coisa com um mapa mental."


