Manutenção e produção simples
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sexta-feira, 08 de março de 2019
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Segundo o professor universitário Moisés Alves de Oliveira, a tinta feita do solo não é uma técnica nova. "A receita é simples e não é novidade, ela vem de uma técnica que é lá de Minas Gerais, do Nordeste também", menciona. A técnica pode ser aplicada a outros tipos de solos e segue uma fórmula básica.
RECEITA
Para uma lata de 18 litros de tinta comercial, vão 10 quilos de terra, três quilos de cola branca e meio quilo de óleo de linhaça. A terra utilizada deve ser peneirada para evitar materiais orgânicos e misturada com água até virar uma massa antes de incluir os outros ingredientes. É preciso mexer bem para que haja diluição e todos os itens sejam agregados. Aplicar antifúngico ou bactericida é uma opção para quem deseja aplicá-la em paredes úmidas.
MANUTENÇÃO
A pigmentação é muito forte, não exige várias aplicações, e o professor explica que a tendência é não perder cor, pois o processo de oxidação do ferro contido no solo vai deixando mais vermelho. A aplicação é como a da tinta comercial, não exige manutenção específica, mas Oliveira mostra que, depois de quatro anos, algumas áreas que ficam expostas ao sol perderam aderência. Para evitar o problema, indica acrescentar 10% de tinta comercial à fórmula.
ECONOMIA
Embora esse não tenha sido o objetivo, a produção gerou economia. Uma lata de tinta na cor escolhida sairia em torno de R$ 580, enquanto nesse modelo o custo é de aproximadamente R$ 30. Apesar de algumas partes terem sofrido deterioração, o professor pretende continuar pintando a casa com esse processo, melhorando cada vez mais a fórmula. "Se precisar pintar minha casa depois, eu pinto de novo, sem problema, mas eu quero ter essa sensação de ter produzido a minha tinta com barranco, com tinta do meu quintal", orgulha-se. (Laís Taine
Reportagem Local)


