Mais que negócios, uma feira de novidades e informação
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de janeiro de 2019
Lais Taine<b>Reportagem Local 


Kelly Nagahara, 41, é artesã e quando viu que tinha uma feira na vizinhança, procurou saber como poderia participar. Atualmente, ela vende acessórios e objetos de decoração feitos com pedras, folhas de revistas, linhas, sementes e coquinho. "São coisas que eu faço desde criança e vi como oportunidade", explica. Ela e o marido vão juntos ao local para divulgar, pegar encomendas e vender as peças.
O contato com a clientela é um diferencial de atendimento. Onaur Ruano, engenheiro agrônomo e pesquisador aposentado, investe na sua produção de mais de 120 espécies de plantas aromáticas, condimentares, medicinais e Pancs (plantas alimentícias não convencionais). Pensando na propriedade como oportunidade de negócio, acredita que a feira tem valor fundamental para estabelecer aproximação.
"Eu faço parte da rede Ecovida de agroecologia e nós primamos pela relação direta com o consumidor, que chamamos de circuito curto de comercialização. Eu que fiz, eu que acompanho, então ninguém melhor que eu para explicar aos meus clientes como essa planta vai se comportar. É um diferencial valioso e um compromisso político. Eu tenho prazer em conversar com as pessoas e explicar sobre meu produto", afirma ao levar consigo livros científicos que gosta de indicar aos visitantes.
Andréa da Luz, 53, usa o local para vender vasos ornamentais e divulgar seus serviços de paisagismo e jardinagem. "Tenho um viveiro aqui na região e tive retorno, porque os clientes da feira acabam indo lá na chácara", afirma. Para ela, essa união gera mais que negócios. "Antes a gente até se conhecia, hoje todo mundo é amigo, um ajuda o outro quando precisa, nos tornamos uma comunidade", defende.
Além desses, outros moradores oferecem seus produtos e acabam levando também legumes, frutas e hortaliças que estão produzindo em excesso. É o caso de Iris Micheletti, 58, que vende compotas, geleias, conservas, molhos que ela mesma faz, mas acabou carregando para seu box alguns itens que estão sobrando na propriedade, como abóbora, temperos e ervas.
O clima familiar torna a espaço mais íntimo, onde todos podem tirar dúvidas e até provar itens antes de levar. Marlene Carlos, 64, deixa para degustação alguns dos seus 13 sabores de licores, assim como Maurício Trovó, 52, que coloca na bancada alguns pedaços do salame que produz. Dessa forma, a manhã de domingo passa mais amigável pelas barracas de galinha e ovo caipiras, mel, de Firmino Salvador, 65; bolo de milho, curau e cuca de banana de Valdecir Teixeira, 35; e a de uvas niágara dos 3,5 mil pés de Edson Salton, 39, que traz a experiência de produção de três gerações.
São vários produtores que divulgam a produção e trocam informações com os vizinhos em uma rede de negócios e de amizade. Colocar a mão na massa em rede colaborativa já rendeu resultados na feira e fora dela para aqueles que já apostam na propriedade como uma das principais fontes de renda da família.
O endereço da feira é Estrada do Limoeiro, Km 9. Mais informações na página do Facebook pelo link: bit.ly/2F0g3dr (L.T.)


