Lágrimas no cinema
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
A jornalista e atriz Jackeline Seglin não se define como alguém de choro fácil, exceto em algumas épocas, mas acabou protagonizando uma história que virou motivo de riso entre os amigos.
Escalada junto com um colega de redação para a cobertura do Festival de Cinema de Curitiba, ela diz que um dia, após saírem do trabalho resolveram ir ao cinema antes do jantar. Na pressa nem se atentaram para a programação e que tipo de filme seria.
"Só chegando lá vimos que o filme seria 'Dançando no Escuro', com a Björk. O filme é uma desgraceira só, ela está perdendo a visão e precisa arrumar dinheiro para que o filho não tenha o mesmo problema. Quando vi, eu já estava soluçando. De um lado, meu amigo me olhava de canto de olho e de outro havia um casal, chorando muito também. A moça chorava alto e questionava porque tudo aquilo acontecia com a personagem. AÍ eu chorava mais ainda", afirma, dizendo que usava a manga da camisa para enxugar as lágrimas.
Terminado o filme e acesas a luzes, Seglin conta que ao olhar para ela seu amigo começou a rir. "Eu tinha me esquecido que estava de batom e acabei borrando todo o rosto e a manga da camisa. Aí eu comecei a rir também, dobrei a manga da camisa, limpei o rosto no banheiro e fomos jantar."
A jornalista explica que não houve nenhum tipo de identificação com a personagem que a fizesse chorar tanto, mas talvez uma certa empatia. Por ser atriz, ela diz que costuma ter um olhar mais técnico para as cenas, buscando avaliar o trabalho dos atores, diretor, as técnicas usadas, mas nessa ocasião foi pega de surpresa.
"Até é bom quando acontece isso. Eu gosto de filmes melodramáticos, não ligo de chorar, desde que tenham uma boa história. Mas essa vez ficou marcada pela intensidade, acho que nunca tinha acontecido algo parecido comigo no cinema", afirma. (E.G)


