Kalahari foi um marco
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sábado, 16 de fevereiro de 2019
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 

Ponto de encontro dos jovens que queriam dançar, encontrar os amigos e paquerar, a boate Kalahari marcou a noite londrinense nos anos 1990. Responsável por movimentar a pista, o DJ Suzuki conta que participou desde o planejamento da obra, no final dos anos 1980.
"A Kalahari já existia em Maringá e os donos quiseram trazer para cá. Eles me mostraram o terreno, era uma retífica de motor de caminhão, eles demoliram e construíram (a boate). Na época não tinha mão de obra específica para isso, nós viajamos para comprar equipamentos de luz e som, algumas coisas foram importadas", conta.
Suzuki conta que a house music estava começando e ele comprava muito material importado, discos de vinil que tinham apenas uma música e custavam cerca de 20 dólares cada um. "A cada 15 dias eu gastava 600 dólares em lançamentos. Também recebia muito material de gravadora. Nós tocávamos o que era interessante para quem ia lá, não o que era moda. E a música sempre foi pensada para agradar o público feminino. Eu sabia o que estava tocando fora e algumas coisas funcionavam apenas aqui, porque era para o público daqui", explica.
A somatória de boa música e bom atendimento foi a receita de sucesso da casa, na opinião do DJ. Embora o público universitário comparecesse em peso na Kalahari, outras faixas etárias também marcavam presença. "Chegava um determinado horário e tínhamos que fechar as portas. A casa fechava às 7 horas da manhã, o pessoal ia para dançar porque a música era boa. Depois vieram as festas universitárias e acho que isso contribuiu para acabar com a noite", lamenta.


