Flor para comer: beleza e sabor
Flor para comer: beleza e sabor



Durou apenas oito meses a participação das flores comestíveis nas receitas do Madê Cozinha de Herança. "Poucas pessoas experimentavam", lembra a chef Maysa Rossato, que defendeu a presença dos ingredientes florais nos dois primeiros cardápios do restaurante. Os pratos tinham procura, mas a maioria dos clientes deixava as flores intactas, para decepção da chef.
Atualmente, as flores comestíveis fazem aparições apenas em eventos e ocasiões especiais, como os jantares do Dia dos Namorados. "É uma delicadeza que faz toda a diferença", diz Maysa. Mais do que beleza, flores como capuchinha e mini-rosa também entregam sabor às receitas. "São uma delícia", garante.
Uma das criações de Maysa trazia a begônia como destaque entre camarões, peras e espuma de baunilha. "Uma flor para cada garfada", lembra. Quem ficou curioso, pode acessar a página do restaurante no Facebook para conferir o vídeo com a montagem do prato. No quesito sobremesa, o tema abelha inspirou a chef a desenvolver o sorvete de mel servido com crocante de avelã, espuma de laranja, pólen e pétalas de flores. "Tenho visto que na Europa estão usando muito a violeta nas sobremesas", conta.
O que Maysa frisa é que as flores utilizadas na culinária são cultivadas com cuidados especiais. Ou seja, não dá para correr no jardim em busca de ingredientes. Em Londrina, a dica da chef é procurar pelas capuchinhas na feira de domingo, na Rua São Paulo. "Uma senhora japonesa, que tem uma banca ao lado da Kombi de carne seca, vende", avisa.

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