Jéssica Giustino Sobrinho, 26, e Ana Caroline Giustino, 23:  "Queremos fazer algo bom e bonito, que as pessoas sintam o amor no produto"
Jéssica Giustino Sobrinho, 26, e Ana Caroline Giustino, 23: "Queremos fazer algo bom e bonito, que as pessoas sintam o amor no produto" | Foto: Anderson Coelho



As irmãs Ana Caroline Giustino, 23, e Jéssica Giustino Sobrinho, 26, trilharam caminhos diferentes na carreira. Cada uma trabalha em um grupo empresarial executando tarefas de administração e gestão de recursos humanos, respectivamente. No entanto, a paixão pela confeitaria sempre falou mais alto.

Há duas semanas, elas finalizaram curso de confeitaria no Senac e estão focadas na própria marca de doces gourmet, a Flechazo. "Nós sempre gostamos, mas fomos nos afastando, tomando outro rumo. No ano passado, decidimos investir nisso e criamos nossa marca, mas vimos a necessidade de pegar técnica, por isso nos matriculamos no curso", conta Ana Caroline.

O plano é sair das empresas atuais para investir na marca, mas tudo com calma para não dar um passo maior do que podem aguentar. "Estamos indo aos poucos, estudando e pegando as encomendas que conseguimos nos comprometer", explica a mais nova. Para isso, elas abrem mão de muita coisa. "Tem dias bem corridos, já fomos dormir 3 horas da manhã. Nós passamos folga, finais de semana, perdemos jantares para dar conta de nossas encomendas", afirma Jéssica. As duas entendem as dificuldades do trabalho, mas estão decididas e pretendem focar integralmente à marca em breve.

Apesar de a iniciativa de trabalhar com isso só vir agora, Jéssica conta que sempre teve veia empreendedora, pois já vendia seus doces quando pequena. "Eu comecei com 12 anos. Eu fazia bombons e vendia na secretaria de uma escola, depois, na faculdade. Hoje temos a possibilidade de focar somente nisso, mas é preciso dedicação", afirma a mais velha.

A inspiração vem de família. "Temos uma tia que trabalha com isso há muito tempo, então nós tivemos contato desde pequenas", conta Ana Caroline. Nesse ambiente familiar, cresceram com a curiosidade pela delicadeza e sofisticação dos doces, que hoje produzem na casa da mãe. "Ela (mãe) lida bem, todo mundo incentiva, nós fazemos nossa bagunça e ela é bem exigente quanto à arrumação", brinca. "Conviver com pessoas exigentes faz crescer muito mais, ela ajuda no apoio", acrescenta a mais velha. O objetivo é ter a própria loja com espaço estruturado para atender os clientes.

Compreendendo que nem sempre é fácil e já sabendo o que vão encontrar no caminho, as duas estão certas de suas escolhas e felizes por poderem, finalmente, trabalhar com o que amam. Para elas, confeitaria significa amor, carinho, simbolizados também nessa relação entre irmãs e nos produtos que oferecem. "Queremos fazer algo bom e bonito, que as pessoas sintam o amor no produto", explica a mais nova. "A confeitaria está muito ligada a momentos especiais, à emoção, ao amor mesmo. Quando vemos tudo bonitinho e a felicidade das pessoas, percebemos que todo o esforço vale a pena", acrescenta Jéssica. (L.T.)

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