O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação foi responsável por 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2015, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). A previsão de entidades ligadas ao setor é de que essa participação chegue a 10,7% em 2022. Londrina concentra parte importante dos responsáveis por isso. Em 40 anos, a cidade deixou o posto de capital do café, se tornou um grande centro de serviços e hoje é referência nacional em produção de tecnologia e inovação.
Com centros de formação de profissionais de tecnologia, entidades organizadas e incentivos governamentais, Londrina conseguiu atrair negócios, criar empregos e incrementar a economia com a expansão do setor de tecnologia. Dados da Receita Federal de maio de 2015 indicam a presença de 1.515 empresas de tecnologia em Londrina. Destas, 280 são microempreendedores individuais, 1.044 são microempresas, 74 são empresas de pequeno porte e 117 são médias ou grandes empresas.
Para o consultor do Sebrae Londrina, Fabrício Pires Bianchi, a reputação de polo tecnológico começou a ser construída ainda na década de 1960, com a criação de um serviço de telefonia municipal. "A Sercomtel já representava um posicionamento de vanguarda no desenvolvimento de tecnologia. Londrina já se mostrava protagonista de um processo de inovação", avalia.
E outros personagens foram dando sequência a esse posicionamento. Nos anos 70, foi criada a primeira empresa de software da cidade; nos anos 80, o primeiro curso de processamento de dados; nos anos 90, foi fundada a Associação de Desenvolvimento Tecnológico (Adetec); e nos anos 2000, o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação (APL TI).
"A atração de negócios só se dá onde as empresas encontram ambiente propício, que facilite as operações. Londrina tem os insumos que alimentam o desenvolvimento tecnológico: instituições formando mão de obra para o setor, incubadoras, a lei do ISS Tecnológico, a Lei de Inovação, a APL-TI, a Cintec, que é a primeira central de negócios de TI do Brasil, o Sinfor e o único Instituto de Tecnologia do Senai de todo o Brasil", elenca Bianchi.

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