Imaginação para resolver problemas
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sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Formado em Administração, o pernambucano Murilo Gun acumulou vasta experiência em internet, escreveu livros sobre o assunto, trocou a carreira de empresário pela de comediante, trabalhou em televisão e viajou o País com um show solo. Passou dez meses no Vale do Silício, nos Estados Unidos, estudando inovações disruptivas na Singularity University e hoje dá palestras sobre criatividade, inovação e empreendedorismo. Ele também é youtuber e ministra um curso sobre Reaprendizagem Criativa.

Para ele, desenvolver a criatividade é basicamente desenvolver a habilidade de dar soluções para os desafios, que podem ser dos mais diferentes tamanhos, tanto no campo pessoal quanto no profissional. "Precisamos ser bons na arte de dar soluções para problemas, usando a imaginação. Essa é a minha visão de criatividade. O curso de aprendizagem criativa é para resgatar a sua criatividade natural, eliminando os bloqueios que foram ocorrendo na vida. Ele traz técnicas de solução criativa de problemas para usar não apenas para criar novos produtos em uma campanha de marketing mas até nos problemas pessoais", explica.
Gun acredita que nas empresas a demanda por criatividade surge justamente por causa do acirramento da competição e pela necessidade de se diferenciar dos concorrentes. E destaca que neste campo não é apenas na criação de produtos e no marketing que a criatividade pode beneficiar a empresa, mas em todo o processo. "Você pode ser criativo como aloca os móveis na sala, você pode fugir do padrão em cada pequeno detalhe de processo, tanto do 'front' de negócios como do 'back' e tudo isso gera diferenciais competitivos. Não é só naquilo que aparece. Você pode ter ganhos de competitividade em cada etapa de processo usando a criatividade", ensina.
O palestrante também dá dicas de como desenvolver essa criatividade aplicada à solução de problemas. Dividida em quatro pilares, o primeiro seria ampliar o repertório de conhecimento, tendo curiosidade por conhecer e se abrir a novos universos, mesmo aqueles que não tenham aparentemente nada a ver com o universo pessoal e profissional. "Leia revistas que teoricamente não te interessam, vá em eventos de outros universos, tenha essa mente curiosa, se interesse pelas soluções criativas que as outras pessoas dão para os outros problemas, mesmo que não sejam os mesmos problemas que os seus, mas tenha essa curiosidade de saber como é, como funciona. Isso amplia a base de repertório e aí vem a segunda etapa, que é a imaginação", sugere.
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Na segunda etapa a dica é misturar esse repertório todo, criando novas imagens. "É a coisa que você aprendeu na fazenda do seu tio, a forma como ele tira o leite da vaca pode ser útil na otimização da logística de um negócio complexo. Uma vez que você tem repertórios, imagina, mistura, o terceiro ponto é coragem de colocar em prática porque se é novo, tem risco, tem medo e se tem medo precisa de coragem. E coragem não é não ter medo, é ir mesmo com medo, vai ter em algum momento um risco, um medo que você vai precisar enfrentar", instiga.
E o quarto pilar para o desenvolvimento dessa criatividade para a solução de problemas, segundo Gun, é o que ele chama de paixão. "Para atingir a alta performance criativa você precisa estar fazendo um trabalho conectado com algo que você tem uma motivação genuína. Você imerge naquela questão, não sente fome, não vê o tempo passar, é o óleo que faz essa máquina girar em alta performance."


