Humor e irreverência em tirinhas
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 
"O que queremos?", pergunta um personagem agitador com um braço em riste na espera da resposta. São quatro quadrinhos com os mesmos traços e personagens, o que muda é o diálogo que chega ao fim sempre com uma situação cômica. Francine Grando, 32, criadora do modelo, tem os direitos sobre as tirinhas da página do Facebook, que possui mais de 520 mil seguidores.

"Eu usava a base de um estudo norte-americano sobre comportamento, com conteúdo de uma psicoterapeuta que usava um blog chamado Hyperbole and Half, da artista plástica Allie Brosch", explica Grando sobre os primeiros contatos com o meme. A bacharel em filosofia trabalha com marketing desde 2008 e tem pós em análise de comportamento de usuários. Em 2012, uniu as duas frentes na especialização em marketing digital. "Em 2012, eu centralizei tudo em uma página e solicitei a liberação de uso do boneco da artista. Fui orientada a registrar a marca para preservar o trabalho da mesma", explica.
O quadrinho ganhou força entre os internautas. "O que queremos?" gera situações que muitos se identificam. Algumas vezes, possui até críticas ácidas. "Já recebi até processo por postagens específicas", aponta. As sátiras envolvem diversos assuntos, adaptando várias situações do cotidiano, atuais ou não, e se tornaram uma marca desde 2012.

Apesar de ter faturamento mensal com liberação de uso, os valores são revertidos, segundo a autora, a aproximadamente 30 entidades. "Ela não é minha fonte de renda. Eu uso a página para testes de análise, mas para estudos particulares", explica. Atualmente, a página vive organicamente, já que a autora passa meses sem publicar uma nova tirinha.


