Imagem ilustrativa da imagem Histórias que ninguém esquece...
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No quesito presentes há quem goste de qualquer mimo. Há quem seja muito exigente. Há quem saiba escolher muito bem e outros que se esforçam, mas nem sempre acertam. E há aqueles presentes que acabam "fugindo do controle".

Em um relacionamento há sete anos, o funcionário público Vinicius Alves já passou por algumas situações um tanto quanto complicadas ao tentar presentear sua noiva, a gerente financeira Amanda Melo. Em um dos primeiros Dia dos Namorados do casal, Melo estava brava por algum motivo e ele resolveu enviar flores. Quem recebeu, porém, foi sua sogra e a falta de um cartão no buquê gerou um ligeiro conflito entre os sogros.

Em outra ocasião, ele e o cunhado resolveram enviar rosas colombianas para as respectivas namoradas, da mesma floricultura. "Dessa vez coloquei o cartão, mas meu cunhado tinha esquecido. Aí mandei entregar primeiro para minha cunhada e depois o outro. Aí quem ficou brava foi a minha namorada porque o cartão que eu tinha assinado foi para a minha cunhada e o sem assinatura, para ela. Ficou parecendo que eu tinha enviado flores para as duas", conta.

Em outra comemoração, com pouco dinheiro, Alves resolveu fazer um jantar para a namorada, porém errou na decoração. As velas escolhidas tinham um cheiro forte de incenso e o casal não conseguiu ficar na sala. A comida acabou queimando e o jeito foi jantar macarrão instantâneo. "Para me agradar ela tentou fazer uma batidinha, mas o vinho era seco e ela exagerou no leite condensado. Mas tudo bem, quando sai do programado é que fica na lembrança", ressalta.

Confira outras histórias sobre o 12 de junho. Os nomes foram omitidos a pedido dos entrevistados:

"Sempre gosto de dar algo único, diferente, de presente. Depois que me casei, porém, os presentes para meu marido costumam ser mais para suprir necessidades.
Em 2016, no entanto, eu estava sem grana para comprar uma roupa, por exemplo, por isso fui buscar algo nessas lojas criativas. Como eu já tinha dado copo, caneca, porta-retrato, me sobrou um lixinho de carro, algo que precisávamos.
Como tinha uma mensagem bonitinha de amor (e era barato), não tive dúvidas, embrulhei e entreguei. Quando ele abriu o pacote fez 'huuum' e ergueu as sobrancelhas - uma feição de desapontamento que conheço muito bem (risos).
Logo deixou de lado. Eu peguei, coloquei no carro."

"Uma vez dei uma fronha, tinha uma mensagem bonita, mas ele não gostou. No ano seguinte, dei um pijama. Acho que não acerto mesmo..."

"Eu tinha comprado o tênis da moda que ele estava querendo e um suéter, que ele adorou. Quando abri meu presente, a embalagem era bonita, mas era só uma fronha de travesseiro que brilhava no escuro e um porta-retratos com uma foto só dele, sendo que tínhamos várias fotos juntos. Hoje eu dou risada, mas no dia foi bem triste." (E.G)

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