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#Haters X #BodyPositive

Confortável com o corpo e com os críticos de internet

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Reposta de jornalista norte-americana aos ataques cibernéticos viraliza e questão sobre 'Body shaming" volta aos trends

Quem utiliza a internet está sujeito a todo tipo de reação dos seguidores. Posts podem ser viralizados por causa dos mais diferentes motivos, o que nem sempre significa algo bom. Mas a forma como cada um reage a isso também pode variar muito.

Quando a jornalista e blogueira norte-americana Melissa Blake, 38, fez um post falando sobre o presidente Donald Trump, ela esperava algum tipo de reação dos internautas, mas não imaginava que seria por causa de sua aparência e não por sua opinião.

Blake tem a Síndrome de Freeman-Sheldon, um distúrbio genético que causa alterações nos ossos e músculos. Por causa disso ela já se submeteu a mais de 26 cirurgias e precisa de uma cadeira de rodas. Seu blog “So About What I Said” trata, entre outros assuntos, de deficiência física. Entre as mensagens que recebeu falando de sua aparência, uma em particular chamou sua atenção e Blake então resolveu responder. “As pessoas disseram que eu deveria ser proibida de postar fotos minhas porque sou muito feia. Então, eu gostaria de comemorar a ocasião com essas três selfies.” Junto à postagem colocou três fotos suas, em diferentes ocasiões. Ela fez também um desabafo em seu blog.

AS PESSOAS ME DISSERAM QUE EU DEVERIA SER PROIBIDA DE POSTAR FOTOS MINHAS PORQUE SOU MUITO FEIA

“Estou ficando tão cansada das pessoas (leia-se: homens) pensando que não há problema em insultar a aparência de uma mulher. Sim, minha deficiência me faz parecer diferente. Confie em mim, eu sei disso. Eu sei disso a minha vida inteira. E as pessoas se perguntam por que eu lutei tanto com a autoaceitação quando se trata de como eu pareço e da noção da nossa sociedade sobre o que é ‘bonito’. É por causa de comentários como esses - comentários que me dispensam e me consideram indignos.”

Novamente seu twett viralizou, mas dessa vez por um bom motivo. Foram mais de 30 mil compartilhamentos e 300 mil curtidas, além de muitas respostas encorajadoras, parabenizando-a por sua coragem e atitude. Seu Twitter já conta com quase 71 mil seguidores e esses números não param de subir.

Dias após toda a repercussão, ela fez um novo artigo, refletindo sobre tudo que aconteceu e agradecendo o apoio recebido. “Não vou fingir que essas palavras não ardem, mas sabia que não podia deixá-las vencer. Vou dar a eles exatamente o oposto do que eles querem, pensei. Eles não querem que eu publique fotos minhas? Bem, é exatamente isso que eu vou fazer! O fato de esse tweet simples ter ganhado vida própria é surreal e avassalador, mas estou tão feliz por ter twittado minhas fotos.

Era a minha mensagem para trolls e haters, minha maneira de dizer ‘Estou retomando meu poder’”, refletiu.

OFENSAS PODEM SER CLASSIFICADAS COMO CRIME

Os crimes na internet podem ir além de criticar a aparência de alguém. Racismo, Xenofobia, neonazismo, apologia e incitação a crimes contra a vida, homofobia, práticas cruéis contra animais, intolerância religiosa e pornografia infantil são crimes. O cyberbullying faz diversas vítimas todos os anos, muitos chegando ao suicídio por causa disso.

A SaferNet é uma associação civil de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos ou econômicos, fundada em 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito, que tem por objetivo combater a pornografia infantil na internet brasileira. A instituição se consolidou como entidade nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na Internet. Também realiza atividades de sensibilização e formação de multiplicadores, para educar sobre o bom uso da internet.

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Através de sua Central de Denúncias, a SaferNet encaminha às autoridades competentes casos de crimes contra os Direitos Humanos cuja ação penal seja pública e incondicionada à representação, como Pornografia Infantil, Racismo, Xenofobia, Apologia e incitação a crimes contra a vida e Neo Nazismo.

O CYBERBULLYING FAZ DIVERSAS VÍTIMAS FATAIS EM TODO O MUNDO, O TEMPO TODO

Já os crimes de Ameaça (art. 147 do Código Penal); Calúnia (art. 138 do Código Penal); Difamação (art. 139 do Código Penal); Injúria (art. 140 do Código Penal) e Falsa Identidade (art.307 do Código Penal) dependem de queixa realizada pela própria vítima. Por isso, mesmo cometidos pela internet devem ser denunciados em uma delegacia mais próxima, ou na delegacia especializada em crimes cibernéticos.

No Paraná, o Nuciber - Núcleo de Combate aos Cibercrimes fica em Curitiba. Lá podem ser registradas denúncias sobre crimes cometidos através de meios eletrônicos ou telefonia móvel, cuja autoria seja incerta ou desconhecida. Os casos de autoria conhecida devem ser registrados nos Distritos Policiais. O Nuciber está localizado à Rua Pedro Ivo, 672, Centro, Curitiba, Paraná. Telefone: (41) 3304-6800.

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