'Falha na Matrix' -Diferentes casos em que a lógica não parece como uma resposta plausível


Hiury Pereira (estagiário*)
Hiury Pereira (estagiário*)

Você já ouviu falar no termo “falha na matrix”? Pessoas com a exata aparência lado a lado, objetos desconhecidos que aparecem do "nada" e outras panes na realidade que nos deixam sem saber se o que vivemos é real lhe soa familiar? O termo tem origem na trilogia cinematográfica das irmãs Wachowski,  “Matrix”. O primeiro filme da série de ficção científica foi lançado em 1999 e foi sucesso de bilheteria. Em uma cena, o protagonista Neo se depara com uma cena que já tinha em sua memória. Trinity explica que o nome disso é Déjà vu e se trata de uma falha na matrix, quando as máquinas estariam mudando cenas. 


A partir dessa premissa, no dia 24 de abril, uma publicação no Twitter ganhou muita repercussão. A produtora cultural Andreza Delgado (@andrezadelgado) fez uma pergunta simples: “Alguém aí já vivenciou uma falha na Matrix?”. Até quarta-feira (28), o tuíte já teve mais de 14 mil curtidas, 3,3 mil compartilhamentos e 1,5 mil respostas. A publicação foi para outras redes sociais e se espalhou por toda Internet. 


 

'Falha na Matrix' -Diferentes casos em que a lógica não parece como uma resposta plausível
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O auxiliar de compras Paulo Victor Cardoso relata já ter vivido uma situação que segue sem explicação: “Estava assistindo Fluminense x Arsenal de Sarandi na Libertadores de 2008. Quando saiu o primeiro gol, me levantei pra comemorar e bati com o braço no pote de manteiga que estava na mesa. O pote caiu no chão e sujou tudo. Olhei e deixei lá que depois eu limpava. No segundo gol, eu levantei de novo e resolvi que iria aproveitar pra limpar o chão e guardar o pote. Procurei e o chão estava limpinho, nem o pote eu achei. Procurei e nada. Quando me dei conta, o pote estava lacrado bem na minha frente em cima da mesa. Me deu um calafrio e fiquei assustado demais. Fui dormir sem nem terminar de assistir ao jogo”, afirma.


Mesmo que se formule hipóteses sobre o caso de Paulo, nenhuma se encaixa, por conta do momento e da situação em que se encontrava. “Eu vi tudo espalhado no chão e estava sozinho em casa nesse dia. Na época, morava com os meus avós e eles haviam saído. Chegaram no meio do segundo tempo. Os 2 gols que vi do Flu saíram no 1º tempo. Me deu um frio na espinha, não quis ficar pensando muito nisso no momento pois estava com muito medo. Levantei e fui dormir. No período eu vi outras coisas que não sei explicar. O ocorrido no dia do jogo só agravou o meu medo”.


Irma Korp, estudante de Nutrição, presenciou episódios estranhos em sua família. Pelo menos, hoje seus avós possuem dois novos apetrechos. “Duas vezes meu avô já acordou com objetos desconhecidos do lado deles. A primeira vez foi com óculos. A segunda, com um relógio. Ele tem a certeza de que não os objetos não são dele e nem da minha avó. É impossível alguém ter deixado lá dentro. Não acho que meus avós seriam tão lentos para colocar esses óculos ali, sem se recordar. Na época, eles até pensaram que era coisa do filho deles que já faleceu”, afirma a estudante. Irma também afirma que já teve dois ou três lapsos, em que se viu em terceira pessoa – como se estivesse alheia à própria realidade. 


Fenômenos sem explicação podem render boas risadas e até um novo relógio bonito. No caso do mecânico Arthur Reis, a experiência foi mais assustadora do que uma simples pane na lógica. “Uma vez cheguei do trabalho e vi que a luz do quarto da mamãe estava acesa. Então, avisei: ‘Mãe, cheguei’. Do quarto ela me respondeu ‘Que bom, graças a Deus chegou bem’. Mais ou menos duas horas depois, ela chegou do trabalho e eu estava na sala assistindo série. Fiquei inquieto pra saber quem me respondeu do quarto dela. Quando contei, ela achou que eu estava delirando. Ela também explicou que saiu atrasada pro trabalho e esqueceu a luz acesa. Pensamos que eu vi a luz do quarto ligada imaginei que ela estivesse lá e ao associei a luz do quarto ligada à minha mãe. Até que entrei junto com ela no quarto estava tudo fechado, tanto a porta, quanto a janela”. 


As respostas para casos inexplicáveis podem ser oferecidas pela religião, filosofia ou por outros diferentes métodos científicos. As falhas também podem não despertar tanto interesse.  Basta escolher qual “pílula” combina melhor com cada circunstância, vermelha ou azul?


 

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