#Exploração do Sofrimento na TV choca as redes sociais


Bruno Codogno - estagiário
Bruno Codogno - estagiário

#Não incentive agrotóxicos

O julgamento da isenção de impostos para o setor de agrotóxicos gerou apelo nas redes sociais na quarta-feira (19). O processo em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, adiado por tempo indeterminado na sessão, analisa a constitucionalidade de subsídios voltados à comercialização de agrotóxicos para produtores rurais. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (URRFJ) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima o valor de R$ 6,2 bilhões em subsídios ao agronegócio. Os internautas manifestaram a insatisfação com o adiamento, além de questionar a motivação para a retirada de pauta. As postagens iniciais cobraram políticas de taxação para reduzir a circulação de agrotóxicos no mercado. Após a suspensão do processo, as publicações fizeram apelo para que a cobrança continuasse e a indústria alimentícia, por sua vez, se livre do uso excessivo de agrotóxicos.


#Exploração do Sofrimento na TV choca as redes sociais
Lalo de Almeida/FolhaPress
 




#Apropriação cultural

A atriz Alessandra Negrini foi alvo de discussão nas redes sociais sobre apropriação cultural na terça-feira (18). A atriz foi questionada por usar uma fantasia de tema indígena para o desfile do bloco Cacique de Ramos, em São Paulo. A questão ganhou seguimento quando a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) emitiu uma nota em apoio à atriz. A instituição defende que Alessandra Negrini "fez uso de uma pintura feita por um artista indígena para viabilizar o nosso movimento", além de destacar o cuidado e dialógo constantes entre organizadores do bloco e representantes indígenas. As publicações nas redes sociais se dividiram entre questionadores da definição de apropriação cultural e críticos da postura, que desaprovam a exploração de estereótipos como forma de discriminação.



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Renato S. Cerqueira/Futura Press/FolhaPress
 




#Exploração do sofrimento

A revelação a uma mãe que sua filha foi assassinada, feita no programa Cidade Alerta, da Record, na terça-feira (18), viralizou nas redes sociais. O programa, apresentado por Luiz Bacci, fez contato entre a mãe e o advogado do autor do crime para que a revelação do paradeiro da filha fosse dada ao vivo. A decisão do programa gerou revolta nas redes sociais. Os internautas acusaram o programa de sensacionalismo e questionaram os limites do jornalismo policial. As publicações variaram de críticas técnicas ao programa, reações de descontentamento com a insensibilidade e ofensas pessoais ao apresentador.  Após a desaprovação coletiva se estabelecer nas redes sociais, Luiz Bacci se defendeu em entrevista dizendo que, assim como a mãe, não sabia da morte da jovem.


 

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Nayra Halm/Fotoarena/Folha Press
 




#Bolsonaro ataca jornalista

A ofensa de Jair Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello, na manhã de terça-feira (18), foi um dos assuntos mais debatidos do Twitter. Na entrevista coletiva após a saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro reiterou outro ataque à imprensa, dessa vez em forma de trocadilho de conotação sexual dirigido à reporter da Folha de S. Paulo. O caso virou trend sob duas perspectivas opostas. Por um lado, apoiadores do presidente criticaram a investigação da jornalista e cobraram que ela deponha na CPMI das fake news por "falsas acusações". Por outro, a oposição defendeu a jornalista, acusou Bolsonaro de misoginia e discurso de ódio. O debate deu espaço a outra discussão com uma hashtag pedindo o impeachment de Bolsonaro, que também virou destaque nos trending topics do Twitter.


 

#Exploração do Sofrimento na TV choca as redes sociais
IG @imkrs.imagemakers
 




#Lave o pinto

A campanha "Lave o Dito Cujo", do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), tem despertado diversas reações na internet. A ação faz parte de uma série de medidas adotadas pela LAL, como o Novembro Azul. Ela visa conscientizar a população masculina a respeito de como a higiene diária pode prevenir doenças, como o câncer de pênis, e evitar eventuais amputações. Por ano, são feitas cerca de 1.600 amputações por tumores, além do diagnóstico recorrente de patologias oriundas da falta de higienização, segundo dados da LAL. A campanha traz um calendário virtual com imagens bem-humoradas em que cada dia representa um "apelido" popular. A hashtag #laveopinto, então, circulou a internet com diversas conotações. Alertar sobre a saúde com humor e confrontar o comportamento tóxico masculino são algumas das mais recorrentes abordagens do trending topic.


Supervisão: Patrícia Maria Alves- editora

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