Entre o clique e a eternidade
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Francismar Lemes<br>Especial para a Folha 
Atrás da hora mágica, fotógrafos amadores e profissionais esperam encontrar aquele instante entre o clique e uma imagem para a eternidade.
"A fotografia sempre esteve presente na minha vida. O meu pai foi fotógrafo, durante um período da vida. Sempre tive contato com máquinas fotográficas, que na infância eram como se fossem brinquedos. Na escola, eu fazia os registros dos eventos importantes. Depois, na faculdade de Biologia, como todo estudante também tinha que fazer registros fotográficos. Fiz mestrado e doutorado na área, mas, não teve jeito, virei fotógrafo", conta Antonio Neto.
A reportagem entrevistou o fotógrafo e professor de fotografia em uma aula ao ar livre às margens do Lago Igapó.
A assistente administrativo Adrielli Ribeiro assistia atentamente às recomendações do professor, principalmente as orientações sobre como obter melhores resultados no inverno. "Acho que o clima favorece, as paisagens ficam mais bonitas", afirma a aluna.
A advogada Mariane Veríssimo aposta nas cores nos dias frios em suas fotos. "Acredito que as cores ficam mais vivas e você consegue mostrar um pouco desse clima", avalia a jovem que sempre teve vontade de fotografar e procurou o curso para dominar a técnica.
O funcionário público Marcos Vinícius da Silva também quer aprimorar os conhecimentos em fotografia. "A gente passa a ter novas perspectivas para fotografar e a enxergar, no inverno, oportunidades para registrar. Vê com mais facilidade situações, como a névoa da manhã, não precisando acordar muito cedo para fazer boas fotos", ressalta.
Para incentivar ainda mais quem ainda não se convenceu trocar o cobertor por uma caminhada fotográfica, Neto sobe a escala de razões para fotografar no inverno, além da boniteza das imagens.
"A fotografia é uma forma de capturar momentos da vida. Você acaba sendo dono deles. Ao fotografar o Igapó, o lago acaba sendo meu. Me transformo em um fiel depositário dele. Eu acabo sendo dono de um pedaço disso aqui", conclui Neto, apontando para o infinito entre o lago e o céu, a sua hora mágica. (F.L.)


