Em outros tempos
Fotógrafo e cinegrafista há mais de quatro décadas fala da experiência de já ter registrado cerca de 2.500 casamentos
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de abril de 2019
Fotógrafo e cinegrafista há mais de quatro décadas fala da experiência de já ter registrado cerca de 2.500 casamentos
Erika Gonçalves - Grupo Folha 

Com 44 anos de experiência em fotos e vídeos de casamentos, o fotógrafo e cinegrafista Chico Senra já fez os mais diferentes ensaios. Com cerca de 2.500 casamentos realizados em todos esses anos, ele faz questão de dizer que conserva todo o material, tanto fotográfico quanto de vídeo e áudio guardado em seu escritório, uma segurança para os casais que depositaram as memórias físicas de um dos dias mais importantes de suas vidas nas mãos dele. Em todos esses anos, muitos foram os cenários para as fotos de seus clientes.
“No começo fazíamos muitas fotos em estúdio, era mais prático, não dependia do clima. Imagina combinar de fazer uma foto no Lago Igapó e estar chovendo?”, questiona. Mesmo assim, muitos casais escolhiam locais com natureza e muito verde como cenário para suas fotos. Lago Igapó, Parque Arthur Thomas, clubes de campo e até a UEL (Universidade Estadual de Londrina) eram ponto certo dos noivos. As tradicionais cabines telefônicas no estilo londrino também serviram de cenário para muitos casais, segundo ele.
Contrariando uma escolha comum, os casarões na Avenida Higienópolis não são cenários para as fotos feitas por ele. “Se você foca no casal não aparece a construção e vice-versa. Fiz uma vez e nunca mais”, justifica.
Senra diz que tenta sempre relacionar os cenários com a pessoa a ser fotografada. “Não gosto de criar coisas mirabolantes. Sigo a ideia dos noivos, aproveito o que temos no momento, como um vento, por exemplo, mas tento colocar a pessoa na realidade dela, aquilo tem que fazer sentido para os noivos. Há uns 25 anos fiz um ensaio no Shopping Catuaí, que tinha sido inaugurado recentemente, porque isso tinha a ver com os noivos.”
Hoje, além desses cenários tradicionais, outras paisagens urbanas ganharam espaço como o Jardim Botânico e a Praça Tomi Nakagawa, no centro de Londrina. Alguns deles, infelizmente, já não são mais tão utilizados pelo fotógrafo, por motivos de segurança. “Tem casais que me pedem para fazer fotos em determinados lugares depois da cerimônia mas digo que só iremos se houver um segurança junto. Os equipamentos são caros e já houve casos de fotógrafos que ficaram sem a câmera. Se isso acontece, além de ficar sem meu equipamento, os noivos vão ficar sem as fotos do casamento”, argumenta.
Senra conta que eventualmente ainda utiliza seu estúdio para as fotos, mas hoje os noivos providenciam um local na festa especialmente para isso. “Antigamente trazíamos aqui o casal, os avós, os padrinhos – caso não fosse um número muito grande, as daminhas. Acho que o importante é não esquecer que o foco são os noivos e a família. Casamento é uma festa familiar”, finaliza.


