Eles venceram o sedentarismo
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sábado, 15 de dezembro de 2018
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Ex-sedentária assumida, a advogada Liliam Milan diz que desde criança fugia das aulas de Educação Física. A família também não tinha o esporte como um hábito e tanto ela quanto o irmão não se interessavam pelo assunto. Foi a partir de uma depressão depois de um divórcio que, aos 41 anos, ela começou a sentir a necessidade de se exercitar.
"Tenho ojeriza a medicamentos, então nessa época minha ex-cunhada me presenteou com três meses de corrida. Só no último dia resolvi aproveitar o presente, odiei e disse que nunca mais voltaria", conta. O "nunca mais", entretanto, durou cerca de três meses, quando Milan mudou de ideia e começou a correr sozinha. Ela ficou tão entusiasmada que chegou a participar de uma prova. Foi então que novamente sua ex-cunhada a convidou para participar de treinos de funcional.
Por considerar que não tem coordenação motora adequada, achou o processo bastante sofrido, mas mesmo assim persistiu, já que estava participando com amigas. Tempos depois uma das meninas saiu e entrou no time seu atual marido, que acabou novamente levando-a para a corrida.
"Ele sempre foi esportista. Eu tinha uma rotina pesada de trabalho, tinha dificuldades para dormir e para comer. Com os exercícios foi embora a insônia, o bem-estar refletiu na minha vida pessoal e profissional", diz.
Milan conta que já tinha tentado outras modalidades, em vários locais, mas não havia se adaptado. Com o treino funcional cada dia é diferente do outro e ela se sentiu mais motivada a participar. Com as orientações no grupo de corrida, descobriu que poderia ir no seu ritmo, sem cobranças. Para garantir que nada atrapalhe os exercícios, a opção é ir logo cedo, antes de todos os outros compromissos. "Hoje isso vai além da atividade física, tem o prazer de nos reunirmos. As companhias foram essenciais para eu começar", explica.
A advogada destaca que não há segredos quando se trata do nosso corpo, ou seja, o envelhecimento irá acontecer, nosso físico irá se deteriorando com o tempo e os exercícios são fundamentais. "Embora haja um grau de dificuldade nisso, principalmente no início, depois é muito bom", garante.
PROFISSÃO

Aos 20 anos, acima do peso e com os exames médicos começando a ficar alterados, o estudante Mateus Alonso Braga resolveu deixar o sedentarismo de lado e começar a se exercitar.
"Eu começava e parava, tinha preguiça, era mais cômodo ficar em casa no computador, jogando", justifica. Além dos problemas físicos ele conta que também tinha dificuldades para dormir e sofria de ansiedade. Um ano e meio depois, 45 quilos a menos, praticando treinamento funcional e corrida três e duas vezes na semana, respectivamente, Braga comemora o físico mais saudável e o sono em ordem.
"Ainda sinto um pouco de ansiedade, mas melhorou bastante. Percebi que tinha que mudar e agora desejo passar isso para frente", afirma. Braga ficou tão satisfeito com a mudança no estilo de vida que decidiu seguir a carreira de educador físico e se prepara para a universidade. "Percebi que tinha que mudar e agora desejo passar isso para frente, compartilhar com outras pessoas", afirma. (E.G)


