Elas cresceram, a amizade também
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sexta-feira, 07 de outubro de 2016
Karla Matida<br>Reportagem Local
"Quando começou essa amizade? Quando a gente nasceu!", avisa Bruna Ribeiro, seguida em coro por Michelle Pedroso, Luciana Graciano, Franciele Oliveira, Daniela Martins e Ligia Santos. O sexteto é parte de uma grande turma que cresceu em casas vizinhas na mesma rua, no bairro Cafezal 1 (Zona Sul). Franciele e Daniela provam a longa amizade com fotos da dupla no aniversário de um ano de cada uma.
"Todo mundo tem praticamente um ano ou dois de diferença de idade", diz Bruna. "Não, acho que só você e a Lu que são um ano mais velhas", avisa Daniela. "Precisa lembrar, precisa mesmo lembrar?", brinca Bruna, um tantinho mais velha que as outras. E a questão idade logo vira brincadeira para o animado grupo. "Ela também foi a primeira em tudo", entrega Ligia, considerada pelas amigas a mais extrovertida. As personalidades, elas afirmam, são bem parecidas, mas cada uma tem uma característica toda própria. Michelle é a tímida, Luciana, a sincera, Daniela, a caçula e vai no embalo das outras, e Franciele é a nojinho, como no desenho Divertidamente. "Ela nunca brincava descalça", lembra Bruna.
Se a rua falasse, seriam muitas as histórias da turma, que sempre teve meninas e meninos compartilhando as brincadeiras. "A gente fazia apresentações das Chiquititas e da Xuxa", lembra Bruna sobre as coreografias que elas ensaiavam e reproduziam para os familiares. O ponto de encontro do grupo era a mercearia dos pais de Michelle, considerada o paraíso dos doces para a criançada, que se esbaldava com a possibilidade de comprar fiado e marcar na caderneta.
À medida que foram crescendo, a amizade se fortaleceu, sempre frequentando a mesma escola e a mesma sala de aula. "Uma sempre ajudou a outra e continuamos nos ajudando", dizem. Primeira a ter filho, Bruna deixou a turma em alerta. "Ela engravidou e eu que fiquei com medo de contar para a minha mãe", conta Ligia. "Meu filho foi muito amado por todas elas. A Michelle foi a primeira babá dele", emociona-se Bruna. Depois de um tempo, as outras crianças que foram chegando ao grupo seguem a tradição de convivência na rua onde ainda moram algumas famílias nas mesmas casas.
Por conta de rotinas puxadas de estudos e trabalho, as amigas se distanciaram um pouco um tempo atrás, mas nunca deixaram de se falar. A Internet e as redes sociais ajudaram bastante a manter o grupo unido. No WhatsApp, o grupo ganhou o nome de "Recordar é viver", mas elas também fazem planos para o futuro. É o caso do próximo encontro, no dia 8. "Vai ter treta", divertem-se.