'É preciso exercitar a comunicação não violenta'
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de dezembro de 2017
Magaléa Mazziotti <br> Reportagem Local 

Pessoas vindas de Norte a Sul do País grande parte com propósitos de autorrealização e de impactar positivamente na vida da comunidade onde estão inseridas marcaram presença no II Congresso Internacional de Felicidade. Uma amostra disso ficou registrada em um grande mural em que as pessoas poderiam completar com suas aspirações a frase, "antes de morrer eu quero..."
A coordenadora do curso de Direito da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), professora e advogada Soraya Saad, com mais de 30 anos de vida profissional, viajou de Jacarezinho até Curitiba para buscar no Congresso ferramentas condizentes com a visão dela sobre a origem e a solução de conflitos.
"Vejo que as demandas judiciais só crescem. Tanto para os meus alunos quanto no exercício profissional eu quero aprofundar a cultura da paz, mediar ao invés de ter um vencedor e um perdedor", observa. A coordenadora alerta para a importância desse tipo de reflexão para qualquer pessoa. "Principalmente nos assuntos envolvendo família ou casais que se separam, há de se ponderar o quão vale a pena se enroscar em um longo processo, que impacta no prosseguimento da vida, na felicidade de cada envolvido. Perder é ganhar, porque ceder libera esse tempo para a vida", ensina.
Saad afirma que a cultura da paz se inicia por uma mudança na comunicação. "É preciso exercitar a comunicação não violenta. E não dá para fazer isso sem essas novas ferramentas", atesta. Para ela, são em espaços onde se pode refletir sobre o comportamento humano e os relacionamentos que se constrói o fundamento de uma existência sob a perspectiva da satisfação e de significado.


