"Tanto para os meus alunos quanto no exercício profissional eu quero aprofundar a cultura da paz", diz a professora e advogada Soraya Saad, presente no II Congresso da Felicidade
"Tanto para os meus alunos quanto no exercício profissional eu quero aprofundar a cultura da paz", diz a professora e advogada Soraya Saad, presente no II Congresso da Felicidade | Foto: Magaléa Mazziotti



Pessoas vindas de Norte a Sul do País – grande parte com propósitos de autorrealização e de impactar positivamente na vida da comunidade onde estão inseridas – marcaram presença no II Congresso Internacional de Felicidade. Uma amostra disso ficou registrada em um grande mural em que as pessoas poderiam completar com suas aspirações a frase, "antes de morrer eu quero..."

A coordenadora do curso de Direito da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), professora e advogada Soraya Saad, com mais de 30 anos de vida profissional, viajou de Jacarezinho até Curitiba para buscar no Congresso ferramentas condizentes com a visão dela sobre a origem e a solução de conflitos.

"Vejo que as demandas judiciais só crescem. Tanto para os meus alunos quanto no exercício profissional eu quero aprofundar a cultura da paz, mediar ao invés de ter um vencedor e um perdedor", observa. A coordenadora alerta para a importância desse tipo de reflexão para qualquer pessoa. "Principalmente nos assuntos envolvendo família ou casais que se separam, há de se ponderar o quão vale a pena se enroscar em um longo processo, que impacta no prosseguimento da vida, na felicidade de cada envolvido. Perder é ganhar, porque ceder libera esse tempo para a vida", ensina.

Saad afirma que a cultura da paz se inicia por uma mudança na comunicação. "É preciso exercitar a comunicação não violenta. E não dá para fazer isso sem essas novas ferramentas", atesta. Para ela, são em espaços onde se pode refletir sobre o comportamento humano e os relacionamentos que se constrói o fundamento de uma existência sob a perspectiva da satisfação e de significado.

mockup