Dieta mais flexível com contagem de carboidratos
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Muitas pessoas ao se descobrirem com diabetes ouvem que nunca mais poderão comer uma série de alimentos, o que traz bastante dissabor. Mas com a contagem de carboidratos isso pode ser diferente. A nutricionista e educadora em diabetes Fernanda Carrasco Bela Brizzi explica que a contagem existe para melhorar o controle glicêmico, permitindo que o paciente possa consumir alimentos que antes eram totalmente proibidos. "A contagem de carboidratos deve ser inserida num contexto de alimentação saudável, ou seja, aquela capaz de oferecer todos os nutrientes necessários para o organismo. Não deve ser confundida com uma 'liberdade' exagerada e descontrolada de consumir alimentos que normalmente alteram a glicemia plasmática", destaca.
À primeira vista o método pode parecer muito complicado, mas segundo ela, após um mês o paciente já estará mais habituado. Todas as porções de carboidrato devem ser medidas, mas para isso não é necessário uma balança. Usando a palma da mão ou a ponta do dedo é possível estimar a porção.
"O carboidrato é o nutriente que se converte em glicose (açúcar) mais rapidamente no organismo. De 15 minutos até duas horas após a ingestão, 100% do carboidrato é convertido em glicose. Através da contabilização dos gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches é possível estimar a quantidade de insulina necessária para manter a meta glicêmica após seu consumo", explica.
Proteínas e gorduras também se convertem em glicose, porém demoram mais. De acordo com Brizzi, qualquer paciente - usando insulina ou não -, pode trabalhar com a contagem de carboidrato, fazendo um planejamento de sua alimentação na tentativa de não promover o aumento da glicemia depois das refeições. Entretanto, tem que ter disciplina para observar e medir a quantidade do que come, além de medir a glicemia várias vezes ao dia.
"A pessoa portadora dessa condição, o diabetes, não é alérgica a nenhum alimento e por isso não há necessidade de exclusão de grupos alimentares. Lembrando que esse portador muitas vezes vai precisar do açúcar (o simples, de mesa) para se salvar de uma crise de hipoglicemia. Para o sucesso do tratamento, o paciente deve fazer controle regularmente com seu médico e nutricionista, bem como todos os exames necessários. Deve, também, seguir as orientações de uma equipe multiprofissional, a fim de prevenir complicações advindas de um mau controle." (E.G)


