Como a experiência de estudar fora já fazia parte do objetivo de Nayara Rampazzo Morelli, 31, a estudante começou a buscar informação desde o início do doutorado e dá dicas sobre o processo. "A primeira coisa a fazer é buscar um orientador no exterior. Os grupos de pesquisa na nossa universidade às vezes já têm esse contato, então você começa a comunicar seus interesses. Se este orientador te aceita, aí começa uma questão burocrática para tentar uma bolsa por aqui no Brasil ou de instituições do exterior", explica.
O processo não foi simples. Para o companheiro Thiago Hissnauer Leal Baltus, 30, mexer com toda a documentação foi o mais complicado. "São muitos detalhes, muitos prazos, documentos, formulários, cartas de orientador daqui e de lá, às vezes a informação vem por edital, outra está no site... Essa parte burocrática complica", critica. A bolsa contempla auxílio deslocamento, instalação e benefícios mensais para o estudante. Já a companheira guardou dinheiro para o momento e também vai poder trabalhar enquanto ele estuda.
Com as etapas de aceitação da Universidade de Toronto e bolsa de doutorado sanduíche encaminhadas, os dois estão na fase do visto, o que acreditam não ter nenhum problema. Como há muita informação cruzada, eles optaram pela orientação de uma agência para que todos os prazos e documentos estivessem conforme o exigido.
A viagem está marcada para setembro, eles vão ficar por lá durante um ano e depois voltam para finalizar o doutorado no Brasil. "Eu espero muita coisa, principalmente conhecimento. Vamos ter contato com cultura diferente, é um crescimento profissional e pessoal", afirma Baltus. "A gente vai ter essa experiência, fazer contato e aí, quem sabe, depois fazer um pós-doutorado pleno lá", anima-se Morelli. (L.T.)

mockup