Devolvendo a bandeja no shopping
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sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 
Helena Castilho, 58, limpava mesa por mesa depois do horário de pico do almoço ter terminado. Um pano com produto era cuidadosamente utilizado na limpeza da superfície, na praça de alimentação do shopping Armazém da Moda.
"Eu fui contratada para a praça, é meu trabalho retirar a bandeja", responde de imediato. No entanto, ao ser questionada se ela deixaria de recolher a própria bandeja em outro local, a resposta vem de prontidão. "Não, eu recolho e ensinei meus filhos a fazerem o mesmo", afirma.

Castilho acredita que essa é uma questão de educação e cultura, mas no caso dela, tem um motivo a mais. "Quando estou em outro lugar, penso no meu trabalho, me coloco no lugar daquela pessoa que vai tirar o meu lixo", afirma.
Mas há opiniões divergentes. Denilson Gervásio Scaboro, 20, foi com a família almoçar e deixou a bandeja na mesa. "Quando o rapaz veio trazer o suco, eu falei que ele poderia levar a bandeja e ele se recusou, disse que eu poderia deixar na mesa", conta. Scaboro revela que não recolhe por uma questão específica. "É ruim, porque ela (funcionária) mexe com lixo, mas pelo menos dá serviço. Se tivesse corrido, mas agora tá fora do horário de pico", justifica.
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Principalmente por estar fora de horário que Maria Alcina Zanatta, 68, retirou a bandeja. "Já está até fora do horário dela (funcionária), ninguém é obrigado a fazer isso. É questão de respeito com o outro. Seria o normal", conta.
Paulo Braz, 67, tem uma lanchonete em outra área do shopping e fala que algumas pessoas têm a boa vontade de devolver, mas fala que, por acomodação, muitas acabam deixando na mesa. "Eu recolho, já estou acostumado, não tem problema", afirma. Mas agradece quando alguém tem a atitude. "Quem está atrás do balcão faz um monte de coisa, então agradeço quando entregam, porque é menos uma", afirma.


