Descanso e lazer sem frustrações
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sábado, 06 de janeiro de 2018
Lais Taine<br>Reportagem Local 
O período de férias é momento de descansar, relaxar, se divertir e também aproveitar o tempo para colocar as coisas em ordem. Porém, como o recesso permite tanto tempo livre, às vezes, não conseguimos decidir o que fazer. Há até quem termine o período com o sentimento de não tê-lo aproveitado como deveria, uma espécie de frustração das férias.
"Cada pessoa vai ver melhor o que está causando mais ansiedade nela, se é descansar, deixar as coisas em ordem ou lazer", afirma Denise Tinoco, coordenadora do curso de psicologia da UniFil. Para quem pretende organizar alguma pendência, a especialista indica cumprir a tarefa o quanto antes para deixar o maior tempo livre depois.
Tecnologia é importante em nosso cotidiano, mas nas férias é bom se distanciar. "A internet vicia, é importante que a pessoa combine com ela mesma de ficar pelo menos quatro ou cinco dias desconectada para diminuir um pouco esse vício. Quem fica conectado, acaba trabalhando", afirma.
Porém, independente da tecnologia, há pessoas que não conseguem parar de pensar nas tarefas que teriam que fazer. Quando esse processo é muito intenso, a psicóloga orienta sobre a Síndrome de Burnout. "É uma queima de energia. As pessoas com essa síndrome podem chegar à depressão. Não envolve culpa, ela não acredita em mais nada, perde a crença no mundo, nas pessoas, não consegue se desligar do trabalho e se divertir", explica. Com o diagnóstico, deve-se fazer o tratamento adequado.
Para quem pode, a psicóloga orienta que viajar é importante para mudar de ambiente. "Geralmente as pessoas vão para a praia ou para a zona rural, porque são lugares de campos energéticos. O mar tem a mesma composição do líquido amniótico, a gente faz um retorno ao momento bom da vida. E o campo tem as árvores, o verde", destaca.
Mas para quem vai ficar em casa a dica é de ao menos uma mudança de rotina. "Acordar e dormir na hora que quiser, se colocar em situação de total liberdade, desligar-se de rituais e trabalho. Quando a pessoa não sai de casa, ela acaba trabalhando na casa", expõe.
Existem pessoas que sofrem no final das férias com a sensação de não ter feito tudo que gostaria, nem de ter descansado o suficiente. Assim, a psicóloga orienta sobre a antecipação do sofrimento, indicando que todos deveriam aproveitar o momento presente. "Não devemos viver do passado, nem antecipar o futuro. O ideal é viver o agora."
Ter os pés no chão também ajuda a diminuir as frustrações, pois aquilo que se espera pode ser algo inalcançável. "Quando você cria expectativas, a tendência é se frustrar porque não vai ser nunca do jeito que você imaginou. É como aquele pensamento de que o segredo da felicidade é não desejar nada, porque tudo que vier vai ser bom", finaliza.


