Com bolsa de doutorado sanduíche, londrinense se prepara para experiência na Universidade de Toronto
Com bolsa de doutorado sanduíche, londrinense se prepara para experiência na Universidade de Toronto | Foto: Shutterstock


O sonho era da Nayara Rampazzo Morelli, 31, mas Thiago Hissnauer Leal Baltus, 30, também começou a se interessar pela possibilidade. Os dois se conheceram no mestrado e estão no 3º ano do doutorado em Ciências da Saúde na UEL (Universidade Estadual de Londrina). Nesse caminho, a proposta tentadora de estudar em outro país fez com que os dois se inscrevessem para uma bolsa do governo federal. Apenas um conseguiu aprovação, mas de qualquer forma, os dois estão de malas prontas para o Canadá.

Nova cultura, conhecer outras áreas, fazer contato com outros pesquisadores e voltar com o currículo cheio de experiência para a transformação pessoal e da comunidade científica. Essas são as propostas de Baltus, aprovado no sistema Capes. "O que muda muito são os recursos, eles investem mais, possuem equipamentos mais avançados, técnicas mais sofisticadas. Minha intenção é trazer um pouco disso para o Brasil e implementar alguma coisa aqui na UEL, trazer a experiência pra a Universidade", espera.

Já Morelli não teve a mesma sorte. Batendo na trave da pontuação exigida em proficiência em língua inglesa, acabou não conseguindo a bolsa para dar continuidade na pesquisa no exterior. Mesmo assim, ela vai acompanhar o parceiro. "O visto de estudo dele permite levar um dependente e como a gente tem união estável, eu consigo acompanhá-lo. Apesar de não ter conseguido a bolsa para estudar, vou tirar o visto de trabalho, eu quero essa experiência de vida, quero conhecer a universidade, os professores", afirma. Como ela já finalizou todas as disciplinas do doutorado, não vai precisar trancar os estudos aqui, pois pode continuar escrevendo a tese à distância.

Mesmo não aprovada, a ex-bolsista acredita que a experiência pode abrir portas para o futuro, por isso, a intenção é conseguir o máximo de contato, observar o ambiente e melhorar o inglês. "A gente queria poder fazer isso junto para se ajudar. De repente, a gente consegue um contato novo, uma coisa nova, para a gente voltar juntos depois. É um crescimento pessoal, vou poder aprimorar meu inglês para poder passar no TOEFL. A gente já pensa no pós-doutorado lá", afirma.

Os dois viajam para Toronto, no Canadá, no fim de setembro. Enfrentaram a concorrência dos processos seletivos para a bolsa e toda a documentação necessária para poder validar os estudos. Confiantes no crescimento acadêmico e pessoal, acreditam estar apostando na carreira e melhorando o currículo com uma experiência internacional. (L.T.)

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