Walter Oliveira Filho, 33, e a esposa Bertha Gomes de oliveira, 33, com o filho Enrico: "A Rússia, a partir de 2018, é um país de todos"
Walter Oliveira Filho, 33, e a esposa Bertha Gomes de oliveira, 33, com o filho Enrico: "A Rússia, a partir de 2018, é um país de todos" | Foto: Fotos: Arquivo pessoal
Imagem ilustrativa da imagem De Londrina para a Rússia



A língua, a cultura, a gastronomia... A Rússia é um país rico de vivências, mas está fora da rota da maioria das pessoas que viaja para fora. Agora, como sede da Copa do Mundo 2018, o local está em destaque e demonstrando que tem muito a encantar. Da comida à atitude da população, as diferenças e as semelhanças entre os povos ultrapassam a distância.

Walter Gomes de Oliveira Filho, 36, esteve em São Petesburgo há três anos, quando fez um cruzeiro pelo Mar Báltico. Este ano, levou a família para acompanhar os jogos da Copa e vai passar por quatro cidades: Rostov, São Petesburgo, Moscou e Samara. "Desta vez estou visitando por se tratar de Copa do Mundo em que a Rússia tentará ser o país de todos e também por ser um regime em abertura, quero ver como será o comportamento deles", cita.

O cirurgião dentista afirma que a impressão é a melhor possível e menciona a cultura e a arquitetura. "O balé Bolshoi é de grande tradição, as igrejas banhadas a ouro e o que mais impressiona são os metrôs, que são verdadeiros palácios decorados com obras, esculturas, lustres, chamados palácios do povo", indica.

Oliveira Filho também parece não ter tido dificuldades em experimentar pratos russos. A gastronomia é especializada em sopas com raiz e possui um estrogonofe famoso. "O estrogonofe é ótimo, flambado no whisky ou vodka, o que dá um gostinho diferente", afirma. Sobre a língua, aprendeu a dizer o básico, como obrigado e por favor.

No entanto, os mais de 14 mil quilômetros e um oceano de distância fazem transparecer nas histórias e tradições marcantes. "Os mais antigos são bem rudes e conservadores", afirma. Além disso, converter a moeda Rublo para o Real o tempo todo e passar em cidades menores, onde apenas o russo é falado, tornaram o passeio mais complicado.

Outro detalhe ficou em evidência: o custo. "Na Copa, os trechos internos estão extremamente caros, mais caros que a passagem de Brasil à Rússia", afirma. Mesmo assim, elogia a estrutura. "Até agora, das Copas que fui está sendo a melhor. Mais cara financeiramente, porém a melhor em todos os aspectos", argumenta ele, que já acompanhou três Copas do Mundo de perto.

Para um londrinense, que não está excluído das crises brasileiras, é interessante acompanhar as atitudes de outros povos perante suas adversidades. "Me impressiona a vontade dos jovens russos em tentar globalizar o país e acompanhar o restante da Europa em modernidade e atualização", salienta.

Dessa forma, conta que o que mais gostou na Rússia é o zelo em não perder os costumes e cultura, mas cita que a corrupção é uma semelhança com o Brasil, o que acaba levando também a uma descrença popular, o ponto que menos gostou. "Alguns ainda têm ideia de que o país não pode se globalizar", critica.

Entre pontos positivos e negativos, o resultado é um país gigante que vale à pena conhecer. Aos que desejam visitar o local, o cirurgião dentista indica a cidade portuária São Petesburgo e Moscou por serem mais globalizadas e atenderem a todo tipo de turista. Otimista e contente com a viagem, o londrinense afirma que o país está cada vez mais aberto para quem deseja visitá-lo, principalmente após a Copa, sob o sentimento de que "a Rússia, a partir de 2018, é um país de todos".

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