Locais de grande circulação como aeroportos e rodoviárias contam com o setor de achados e perdidos, que recolhem não só documentos, mas todo o tipo de objetos como óculos, muletas, bicicletas e até fogões. Sandro Roberto Boldieri Neves, superintendente da Rodoviária, diz que tudo que é encontrado passa por uma triagem, é cadastrado e armazenado por até seis meses. Depois desse prazo os documentos são entregues nos Correios e os objetos são doados. Já se o objeto for esquecido dentro do ônibus, geralmente só é encontrado na garagem da empresa e nesse caso é necessário entrar em contato com ela.

Doriedson Pinho, supervisor da rodoviária de Londrina, explica que é muito difícil as pessoas procurarem por algo depois de 30 dias. Muitos dos objetos estranhos foram, na verdade, abandonados na rodoviária porque as pessoas estão se mudando e na hora de trocar de ônibus, a outra empresa não aceita levar.

"Quando nos entregam algo anotamos o nome e o contato da pessoa que achou, mas isso não é obrigatório. Aí avisamos o dono e caso a pessoa queira agradecer quem achou, colocamos em contato. Se o objeto não tem identificação fazemos várias perguntas para nos certificar de que aquele é realmente o dono do objeto", explica Pinho.

Embora pareça raro, ele diz que já conseguiu fazer a devolução de carteiras com todos os documentos e dinheiro. Com tantas pessoas diferentes passando pelo local, histórias curiosas não faltam. "Devolvemos uma carteira para uma pessoa que havia perdido há três dias e nem tinha se dado conta!" (E.G)

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