Imagem ilustrativa da imagem Com a cara dos donos
| Foto: Fotos: Divulgação
Toda a estrutura desta casa foi executada com vigas e pilares metálicos, montados em aproximadamente 15 dias. Em uma linguagem contemporânea e atemporal, o uso deste material também foi destacado na cor preta, em contraste com o branco das alvenarias e o concreto do volume da garagem. A cor natural da madeira também aparece em um ripado que destaca o volume vertical que abriga a escada. Para marcar a entrada principal de forma inusitada, a porta recebeu cor vermelho queimado. Projeto do arquiteto Lucas Padovani



Só quem passou pela reforma ou construção de uma casa sabe a dificuldade que é definir a cor do imóvel. Com tantas opções na paleta, pode ficar difícil escolher a melhor, principalmente levando em conta que não pintamos o imóvel todos os anos.

Para o arquiteto Lucas Padovani, da Padovani Arquitetos, a escolha da cor deve levar em consideração o estilo da arquitetura – clássica ou mais contemporânea -, e também a personalidade do cliente.

"Temos as cores de destaque do ano, mas sugiro deixar isso mais reservado para a decoração interna. Para a cor da fachada, caso o imóvel seja mais contemporâneo e minimalista, recomendo cores mais neutras, pastéis, que destacam os materiais naturais e não 'brigam' com eles. Elas também duram mais tempo", explica.

Outro fator a ser levado em consideração diz respeito ao que tem ao redor da construção. Caso seja natureza, o especialista sugere tons terrosos, como marrom e verde, em tonalidades mais pasteis, que irão mimetizar a construção ao ambiente. Já casas em áreas mais urbanas podem levar cores mais vibrantes caso a intenção do proprietário seja destacá-la no ambiente.

"Aqui cabe ressaltar que as cores mais vivas, dependendo do ambiente – como em áreas com mais sol ou mais chuva -, se desgastam mais, precisando repintar com maior frequência. Usar boas tintas pode minimizar o problema", diz Padovani.

As cores da fachada também podem ser usadas para destacar os diferentes volumes da construção. "Pensando em contraste, se a casa tem um volume horizontal ou vertical podemos usar cores para dar mais visibilidade para esse volume. Ou podemos usar a mesma família de cores, em diferentes tonalidades, como vários tons de cinza. O importante é pensar no que se quer destacar, se vai querer criar texturas."

Há quem saia em busca de referências de cores observando outros imóveis. Neste caso, Padovani lembra que o estilo deve ser levado em consideração e, sempre que possível, um arquiteto deve ser consultado.

"O vermelho pode não ficar muito legal em uma arquitetura mais clássica, é preciso observar isso. Para quem quer cores mais extravagantes, sugiro observar a tabela de cores, alguns profissionais da pintura têm essa tabela. Se puxar para os tons pasteis o risco de errar é menor. Não vou dizer que não se pode usar a cor do ano, que em 2017 é um tom de verde, ele pode ser usado como uma referência. É como nos desfiles de moda, nem tudo que se vê lá pode ou deve ser usado nas ruas, é uma tendência", ensina.

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Cores sóbrias de um mesmo tom, mas com diferentes variações, podem destacar elementos de forma eficiente. Nesta casa, com projeto do arquiteto Lucas Padovani, um tom de cinza mais grafite e escuro no pavimento térreo traz mais profundidade e neutralidade, destacando e dando leveza ao pavimento superior, cuja cor de concreto aparente destaca todo o beiral que contorna a casa em um interessante desenho contínuo. Na cobertura foi utilizada uma estrutura metálica de aço aparente, que por sua vez recebeu uma cor mais escura para evidenciar a personalidade do material que também tem função estrutural. Nas esquadrias, um ripado de alumínio na cor marrom que completa a composição
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