Segundo o chef Luiz Eduardo Badin, a primeiro raça de gado a chegar ao Brasil foi a Caracu. Depois de o País passar pelos ciclos do açúcar e do ouro, começaram a explorar a pecuária, trazendo zebuínos da Índia.

"A pecuária de verdade começou depois do século 19, quando a Índia começou a exportar gado. Nesses quase 200 anos, a atividade melhorou depois das décadas de 1970, com os capins mais aprimorados", explica.

Atualmente, o Brasil é um dos principais produtores de carne ao lado dos Estados Unidos, desenvolvendo cruzamentos que garantem qualidade e resistência. "Os gados que vieram estão sendo cruzados com o famoso angus, de origem europeia, especificamente da Escócia. Red Angus e Black Angus são gados de precocidade muito grande e a carne tem maciez excepcional", afirma.

Da mistura com o Nelore, gado rústico indiano, formou-se uma raça resistente. "A rusticidade do gado indiano para enfrentar o nosso calor pega também a nossa característica da carne mais precoce, mais cedo para o abate. Essa é a finalidade do cruzamento do gado europeu com o indiano, o nosso gado", argumenta.

Entre tantos cruzamentos e raças, como o Brahman (indiano) e Hereford (inglês), formando o Braford, e o Nelore (indiano) com Charolês (francês), destaca-se o gado Wagyu (Japão), de grande qualidade, de onde sai o kobe beef. "É a melhor carne do mundo para o churrasco, foi inventada no Japão", afirma. (L.T.)

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