Chita sempre chita
No início dos anos 2000, a Chita estava tão em alta no universo fashion que até virou livro lançado pela A Casa Editora. Idealizado por Renata Mellão e Renato Imbroisi e com texto de Maria Emilia Kubrusly, "Que Chita Bacana" surgiu em 2005. As primeiras páginas contextualizam "a chita bacana que anda em salta sob as luzes dos flashes nesta entrada de milênio".
O tamanho da característica estampa floral ajusta o nome do tecido. A chitinha para as flores miudinhas, chita para as flores de tamanho médio e o chitão, com as flores grandes. É justamente o superlativo, nascido nos anos 1950, que encantou os fashionistas no início deste século.
Segundo as pesquisas históricas do livro, o chitão só foi ganhar as características como ficou conhecido nas últimas décadas por volta de 1960: estampas florais bem grandes, em cores vivas, com traços de grafite delineando contornos, e que cobrem a trama do tecido engomado.
Mas apesar de soar brasileiríssima, a chita tem origens na Índia e na chegada de Vasco da Gama a Calcutá no início de 1498. Se em Portugal os tecidos eram chamados pelo termo "indiano", no país de origem, os tais panos eram conhecidos como chint (pinta ou mancha em hindi). O livro viaja ainda mais e conta que na Holanda virou sit e na Inglaterra, chintz. (K.M.)





