A sommelière Kathia Zanatta, do Instituto da Cerveja Brasil: "Devemos buscar aromas parecidos no alimento e na cerveja"
A sommelière Kathia Zanatta, do Instituto da Cerveja Brasil: "Devemos buscar aromas parecidos no alimento e na cerveja" | Foto: Alfredo Ferreira/Divulgação



Assim como os vinhos, a cerveja também ganha novos sabores dependendo do prato que ela acompanha. Existem aquelas mais indicadas para carnes, doces, peixes e pratos mais condimentados. Kathia Zanatta, sócio-diretora do Instituto da Cerveja Brasil, explica que harmonização é um tema complexo e que exige pensar em todas as diretrizes.

"Existem quatro diretrizes básicas de harmonização. A primeira é o equilíbrio de forças, ou seja, alimento e cerveja devem ter intensidades iguais, sem que um sobreponha o outro. Outra é a de semelhanças, que diz que devemos buscar aromas parecidos no alimento e na cerveja", explica.

E cita alguns exemplos. "Cervejas cítricas e leves com carnes brancas e saladas; cervejas carameladas e suavemente tostadas com carnes assadas e cervejas escuras e tostadas com sobremesas à base de chocolate."

Imagem ilustrativa da imagem Cerveja ganha novos sabores conforme prato que acompanha



Já a terceira diretriz, segundo Kátia, é a de contraste. "São interações específicas que contrastam, como alimentos gordurosos e cervejas mais alcoólicas ou alimentos ricos em umami com cervejas de maior amargor. Um exemplo de contraste seria queijo tipo gorgonzola com cerveja do estilo Belgian Dark Strong Ale (gordura x álcool e salgado x doçura). E por fim, a complementação, ou seja, fazer com que uma característica da cerveja complemente o prato ou vice-versa. Por exemplo, um sorvete de baunilha com uma Stout, que agrega as notas de chocolate ao sorvete, como uma cobertura", ensina.

Kathia aponta que além disso, aspectos culturais e climáticos também devem ser levados em consideração.

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