Celebridade canina
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sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Lais Taine<br>Reportagem Local 

Quatro anos, quatro patas e mais de 50 mil seguidores no Instagram. Uddy é um cão da raça golden retriever, nasceu em Londrina, mas atrai olhares do Brasil inteiro na rede social. Amigável e entusiasmado, recebeu a reportagem da FOLHA de rabo abanando, nas margens do Lago Igapó.
Ainda filhote, se apresentou à Karin Egashira com timidez e calmaria na vitrine do pet shop. "Mas foi enganação, eu peguei logo o mais bagunceiro", revela a microempresária. O comportamento se deu, talvez, por conta de uma complicação auditiva suspeitada pelos vendedores, o que veio a se confirmar depois: Uddy é totalmente surdo. "Por isso eu não saio com ele sem coleira, nunca o deixo solto porque ele fica completamente perdido. Nosso contato é todo visual", conta.
Durante a entrevista, Uddy não pareceu ser tão bagunceiro, obedeceu todas as ordens da tutora. "No início, ele comia de tudo: móveis, parede, porta. Então comecei a pesquisar sobre adestramento e algumas coisas ele foi pegando, mas hoje eu encontrei pessoas que me ajudam com isso", explica. Ao mesmo tempo, a dona revela que alguns comportamentos são difíceis de mudar. "Comida, ele rouba da mão de quem estiver distraído", ri.
No Instagram, é comum Uddy conquistar mais de mil curtidas em menos de 24 horas, mas engana-se quem pensa que atrai apenas o público londrinense. "Nós fomos viajar para São Paulo e uma pessoa o reconheceu, aí eu percebi que ele estava famoso", brinca. Egashira conta que a maioria dos seguidores é da capital paulista.
O perfil poderia ser uma oportunidade de negócio, no entanto, a microempresária afirma que nunca teve a intenção. "Ele sempre foi chamado, mas eu nunca gostei, eu não queria que ele fosse usado para esse fim. O que a gente faz é publicar os presentes que ele ganha", conta. O golden retriever sempre tem uma dica pet para dar e também já ilustrou campanhas da prefeitura, como O Dia Mundial Sem Carro e Olhe e Sinalize, em que foi fotografado com uma das patas levantadas para atravessar a faixa de pedestres.
Uddy é uma graça, mas também dá trabalho. "Quem pegar um cachorro assim tem que ter muita consciência", informa a dona, acrescentando que prefere não somar os custos que tem com o cachorro. "Às vezes compro coisas para ele que eu não compro para mim. Ele tem um monte de acessórios, eu não tenho tanta coisa quanto ele", ri. O cão também não come ração, a dona prepara toda a comida, seguindo orientação.
O passeio é diário. Com isso, Uddy é sempre fotografado em vários estabelecimentos pet friendly de Londrina, atraindo a atenção para questões importantes em outras cidades. "Ainda tem muito lugar que não aceita e gente que discrimina cachorro grande, mas eu vejo que Londrina ainda tem bastante local que permite, vejo que há uma liberdade maior que em muitas capitais", argumenta.
Enquanto a conversa rolava, Uddy deitou e se levantou um punhado de vezes. Ansioso para um passeio, não reclama, parece andar sorrindo, sempre disposto a fazer novos amigos. Talvez, a simpatia seja o sucesso do seu perfil, que também leva uma dose de excentricidade. "Ele ama coco, quando a gente sai, ele come a polpa até não aguentar mais. E em casa, o rolo de papel fica escondido, porque ele pega. Se vamos visitar alguém, aviso para guardar", diverte-se a dona, que não mede esforços para manter a lealdade do célebre amigo.
São Francisco, o protetor dos animais
"Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas, especialmente o Senhor Irmão Sol, Que clareia o dia e com sua luz nos alumia". (Cântico das Criaturas, São Francisco de Assis).
Por amar todas as criaturas, como animais, sol, lua e vento, Francisco chamava todos de irmãos e irmãs. Canonizado em 1228, São Francisco de Assis é considerado o santo protetor dos animais e da natureza, tendo como data comemorativa o dia 4 de outubro.
Sua história percorreu por muitas gerações. Francisco nasceu na cidade de Assis, na Itália, pertencia à burguesia e teve uma juventude abastada, com banquetes e regalias. Aos 20 anos, decidiu participar da guerra entre cidades italianas e se tornou prisioneiro durante vários meses.
Quando voltou, Francisco manifestou personalidade diferente da que tinha antes, não sentindo mais prazer por festas e luxos. O jovem ouviu um chamado, mas não compreendia os interesses que Deus tinha para ele. Decidido, trocou seus ricos trajes pelos de um mendigo e fez sua experiência de viver de doações, reformando a igreja ao praticar seus votos de pobreza, obediência e castidade. (L.T.)


