Casa de vó, aconchego para o coração
Invariavelmente, este é um lugar que guarda pequenos carinhos em cada espaço
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sábado, 29 de junho de 2019
Invariavelmente, este é um lugar que guarda pequenos carinhos em cada espaço
Erika Gonçalves - Grupo Folha 

Quando pensamos em lugares confortáveis há aqueles que têm um significado especial em nosso coração. A casa dos nossos avós com certeza é um deles, justamente por nos trazer conforto emocional. Nossa comida preferida, a liberdade para brincar até tarde e sem hora para ir dormir, o colo acolhedor quando a travessura rende uma bronca dos pais, tudo está ali naquele espaço e principalmente naquelas pessoas queridas.
Na casa dos vovôs Yara Franco Coutinho Hernandes e Antônio Hernandes Torres, os netos Juan Vitor, 21, Théo, 8, Sofia, 5, e Eduarda, 3, encontram tudo o que mais gostam, da comida preferida ao socorro para brinquedos quebrados. Mas se engana quem pensa que lá se pode tudo. A avó garante que coloca os limites necessários.
“Casa de vó é para comer o que quiser, pedir o que quiser, mas sem deseducar. Eu sei que um gosta de determinado tipo de bolo, de massa, de molho. É tão gostoso”, afirma ela, que usufrui com mais frequência da companhia de dois netos que moram em Londrina. Os outros residem em Curitiba e curtem a casa da avó quando possível.
Além de muito carinho e mimos, alguns dos objetos mais significativos para as crianças também estão na casa dos avós. “Cada um tem a sua caneca com canudo e seu prato. Aqui também está um jacaré que foi do meu neto mais velho e todos os outros brincam agora, além de vários outros brinquedos. O vô é especialista em consertar brinquedos quebrados, tudo que estraga vem parar aqui. Eu arrumo as roupas. Brinco que a solução da vida deles está aqui. Até os de Curitiba às vezes ligam e avisam que irão trazer algo”, conta rindo Yara.
Ela afirma que em sua concepção, casa de vó é para isso mesmo - ser o refúgio mágico dos netos - e destaca que na sua infância também teve toda essa sensação de conforto. “Tenho essa mesma lembrança, os cheiros da casa. Meu avô fazia um fogão a lenha e com latas de doce fazia as vasilhas, para brincar de cozinhar comigo. Ele tinha os olhos muito azuis e lembro que saíam lágrimas, por causa da fumaça. Lembro das vacas, das galinhas. Isso foi muito importante, faz parte das minhas memórias”, recorda-se saudosa.
Vovó Yara também gosta de ir para a cozinha com os netos e, para criar o clima perfeito, não se acanha em fazer cabanas no meio do apartamento para os pequenos dormirem.
Para quem imagina uma casa fofa, com base nas memórias da sua própria avó, Yara confirma que em sua casa há também porcelanas, cristais e almofadas. Com as férias de julho chegando, ela conta que os netos costumam passar parte do recesso na casa dela. Juntos, vão ao cinema e também aproveitam a Concha Acústica e a região central para brincarem - atividades prazerosas para todos. “Curto muito ser avó, trabalhei muito a vida inteira!”
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