Câmera, luz...Ação!
O Smartphone não precisa ser sempre o vilão. É possível aliar o aparelho a brincadeiras que agreguem conhecimento
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sábado, 06 de julho de 2019
O Smartphone não precisa ser sempre o vilão. É possível aliar o aparelho a brincadeiras que agreguem conhecimento
Laís Taine - Grupo Folha 

Crianças adoram tecnologia. Elas nasceram imersas nesse mundo e, por isso, fazer com que elas saiam do universo on-line para poder aproveitar o dia às vezes é difícil. Mas o smartphone não precisa ser sempre o vilão. É possível aliar o aparelho a brincadeiras que agreguem conhecimento. “Pode ser positivo se usar o aparelho não só de forma passiva, mas ativa também, exercendo a criatividade”, afirma Marina Stuchi, professora de interpretação para TV e cinema, produtora, roteirista e diretora.
E essa brincadeira pode ser feita em diversos ambientes, até mesmo ao ar livre, como o Lago Igapó. Só é preciso ter um smartphone ou câmera para gravar as cenas e um aplicativo que ajude na edição. E nesse aspecto, para as crianças isso é muito mais simples. “Elas têm um domínio muito grande da linguagem, principalmente com o uso do celular, tablet, até programas que criam narrativas para fazer um pequeno filme, muito mais que o adulto, porque o audiovisual é bastante presenta na vida delas”, afirma a professora.
A atividade pode ser realizada sozinha ou em grupo e pode ser mais produtiva se for feita de maneira organizada e elaborada, com criação de roteiro, cenários, figurinos, observando as questões de enquadramento, locação e edição. “É interessante que as crianças se envolvam em todo o processo e elas mesmas atuem nos papeis que elas escolheram e com os assuntos que estão com vontade de lidar. Isso é muito legal, porque é uma forma de dar voz para a criança, fazer seu próprio relatório, nem que seja na boca de um personagem. É um modo de exercer o poder de fala”, aponta.
Stuchi explica que hoje há muitos aplicativos gratuitos para celulares e tablets que promovem uma edição de forma bastante intuitiva, tornando o processo mais fácil. Os adultos podem participar tanto na produção como na interpretação de personagens, interagindo na brincadeira para uma atividade saudável, mas é importante entender que a criança precisa ter liberdade na criação para que a brincadeira não se torne mais uma tarefa cansativa. No final, é só chamar os amigos, estourar uma pipoquinha e abrir a sessão para o público.
PASSO A PASSO
Para que a atividade não termine em frustração e fique sem um filme finalizado, a professora Marina Stuchi dá o passo a passo como um guia para quem não tem familiaridade com o assunto. Siga as instruções da profissional:
1 – Argumento e enfoque
O primeiro passo é descobrir a história que se quer contar e depois o enfoque, definindo o ponto de maior relevância.
2 – Roteiro
O modo como vai contar a história está no roteiro. Escreva como essa história será contada, considerando a descrição de personagens, figurinos, cenários, e tudo que for preciso para o desenvolvimento dessa produção.
3 – Decupagem de roteiro
É o momento de elencar tudo que será preciso para contar a história. Número de pessoas envolvidas, locações (quarto, sala, ao ar livre), objetos de cena, e tudo que fizer parte dessa pré-produção.
4 – Produção
Tudo organizado, é hora de gravar. Você pode captar as imagens na ordem do roteiro ou pode aproveitar a locação para gravar as várias cenas que a envolvem, facilitando o processo.
5 – Pós-produção
É a montagem desses vídeos que foram gravados. Nesse momento entram trilhas, efeitos, legendas e o que for necessário para dar maior dramaticidade à história.


