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Pela primeira vez na feira, Simeon Tochetto e Jader Guelfi aprovaram o ambiente, o horário e a localização
Pela primeira vez na feira, Simeon Tochetto e Jader Guelfi aprovaram o ambiente, o horário e a localização

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O clima é propício para encontros. Casais, família e amigos divertem-se ao som de uma bateria de samba que sai do anfiteatro do Zerão. Fora das barracas, o movimento é outro: trânsito, correria e o estresse da rotina. Dois colegas de trabalho param na feira após um dia cheio. O prato escolhido é a pamonha. "É a nossa primeira vez na feira, estamos gostando. O ambiente é agradável, está em um ponto estratégico e em um horário bom. O lugar é simples para comer e ficar à vontade", contam os agrônomos Simeon Tochetto, 32 e Jader Guelfi, 32.

A família Góes aproveitou para comer pastel e espetinho, com a inclusão do sorvete no final. "Faz tempo que a gente não vem, mas frequenta há muitos anos. Antes era quase toda semana", conta a mãe, Denise Góes, 52. Como a família mudou para outro lado da cidade, a rotina mudou um pouco, mas recorda-se que antes engrenavam a saída do serviço com buscar as crianças na escola para dar uma passada na feira.

"É um programa de família. Restaurante hoje está muito caro e o espetinho é prático: pediu, pegou", afirma o pai, Aniz Góes Júnior, 50. No entanto, há outros motivos que levam a família à feira. "A parte cultural, as apresentações que acontecem no anfiteatro do Zerão, aqui é mais simples também, a gente fica à vontade, ao ar livre, é gostoso", acrescenta Denise.

Família Góes relembra quando a feira era mais presente na rotina: opção de comida boa e barata
Família Góes relembra quando a feira era mais presente na rotina: opção de comida boa e barata



Há quem faça da feira um programa romântico. O casal Idemildo Ribeiro Silva, 50, e Soeli Cândido, 45, aproveitam para namorar sob a luz da lua. "Às vezes tem uma moça que canta aqui e ela oferece músicas para o pessoal. Não deixa de ser um programa romântico", afirma a promotora de vendas.

O casal se diz clientes fieis. "A moça até já sabe o que a gente vai comer e beber", ri Cândido. O movimento é que os atrai: música, crianças brincando, o encontro de pessoas conhecidas e o desprendimento, as pessoas saem do trabalho do jeito que estão e vão direto para a feira.

Silva estava de camisa e gravata. "Eu saio do escritório, cada um vem do jeito que pode", defende o advogado. "O pessoal todo de bermuda e chinelo e ele se veste assim, porém, se sente como qualquer outro aqui", acrescenta a esposa.

Um tempo para curtir entre amigos e família e aproveitar mais o convívio, experimentar, viver. A Feira da Lua já é tradição em Londrina e, além das barracas de comida, também oferece produtos caseiros, do hortifrutigranjeiro, peças de artesanato, entre outros. Como um programa a mais na semana de sair com sacolinha cheia, seja de comida ou de boa conversa. (L.T.)

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