Cada um com seu desafio
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sábado, 26 de janeiro de 2019
Lais Taine<br>Reportagem Local 
As escolhas que levam cada um a enfrentar uma aventura variam muito para cada pessoa. Alguns vão por curiosidade ou novidade, há os que vão pela experiência única e outros para extravasar, sair da rotina monótona, vencer obstáculos. O salto de paraquedas foi uma opção para alguns desses aventureiros de ocasião, que contam a dor e a delícia de saltar de avião afora a 3 mil metros de altura.
Diego Correa Azevedo, 29, saiu de Umuarama (Oeste) para viver a experiência em Londrina. "Eu voei uma vez e fiquei imaginando como seria pular lá de cima, se eu teria coragem", confessa. Com o apoio da namorada, Lillian Gonçales, 33, que foi só para assistir, o motorista mostrou que tem sim coragem. "Foi indescritível, é uma coisa única. Valeu a pena ter viajado até aqui. Agora pretendo voltar e fazê-la pular também", indica, enquanto a namorada nega rindo.
O analista de sistemas Márcio Shimoda, 40, sempre teve vontade de saltar, mas nunca tomou a iniciativa para concretizar o desejo, até que Maria Eduarda Carvalho, 20, no ímpeto de entrar na aventura, o convenceu a torná-lo realidade. Mas ninguém diria que ela foi a incentivadora. Ele demonstrava ansiedade controlada antes do salto, ela, em um nervosismo transparente, sentava, levantava, sentava de novo e não perdia a oportunidade de perguntar sobre a experiência a todos que voltavam do salto.
Os dois foram juntos no avião. Carvalho, a primeira a saltar, conta que passou por um momento difícil lá no alto. "Eu grudei nos bancos, minhas pernas endureceram, me deu um ataque, eu entrei em pânico", conta depois, já rindo do próprio desespero. Quando saltou, ela foi e o medo ficou. "A partir do momento em que eu pulei, acabou o medo. É muito bom. Foi a melhor sensação. Curioso que eu tenho medo de altura, mas na queda não dá medo, eu abri os braços, me senti livre. Certeza que vou saltar de novo", fala em tom de promessa.
Shimoda vendo a reação da amiga, manteve a calma, mas compreendeu quando chegou a sua vez de sair do avião, o momento mais difícil para ele. "E quando você salta é uma coisa muito louca, porque sai girando, você perde um pouco a noção. É surreal. Vem a queda livre e aí que começa a processar o que está acontecendo. Eu estava segurando a alça do equipamento, o instrutor bateu no meu ombro, mas eu não senti. Ele pegou as minhas mãos para que eu abrisse os braços", recorda impressionado com a reação do próprio corpo.
Para quem trabalha em frente ao computador, sentado, em profissão que exige calma e atenção, provar a experiência do paraquedismo é sair da rotina completamente. "É o extremo. Tem um pouco desse negócio do meu trabalho, que é ficar muito tempo parado, e de repente venho aqui extravasar, fazer algo diferente. É ultrapassar algum limite, porque eu tenho bastante medo de altura e vim para superar isso", afirma. O resultado foi positivo. Depois de toda tensão, pretende fazer mais vezes. (L.T.)


