Cada coisa a seu tempo
Viajando para tratar de questões familiares em sua terra natal, a gaúcha Sandra Becker Silva se afastou temporariamente da loja on-line, onde além de embalar cuidadosamente as mercadorias, também se dedica a escrever uma pequena carta para cada um dos compradores. Por telefone, ela conta estar gostando bastante da experiência do e-commerce e diz que manter a loja funcionando no apartamento foi uma escolha sua.
"Num primeiro momento a ideia era sair de casa, mas vimos que seria legal envolver toda a família e concentrar o processo em casa. Virou um apartamento loja, no começo houve um desconforto, mas agora está tudo bem, está fluindo, mesmo comigo longe. Sou caseira, ficar em casa e ter o trabalho junto é muito bom. Tenho como controlar a casa e meus afazeres pessoais", explica.
Ela conta que no início foi necessário fazer vários acertos sobre como as coisas iriam funcionar. Mais falante e expansiva que os demais familiares, têm noção de que algumas vezes acabava extrapolando por estar em casa. "Eu tive que me adaptar, sou ligada nos 220, mas isso não é legal no contexto familiar", garante.
Sandra diz que nos negócios familiares, principalmente no sistema home office, é importante ter alguém que saiba a hora de encerrar o expediente e deixar o trabalho para o dia seguinte. "Se você não se controla, isso pode comprometer o relacionamento e a família. Em casa quem faz isso é o Jorge", destaca.
Na ausência de Sandra, quem acabou por assumir suas funções foi o genro, Jonatan. Ele diz que começou a trabalhar na loja durante meio período, enquanto cursava a faculdade e depois assumiu a função durante todo o dia. "Acho que trabalhar em família é muito bom pela flexibilidade que temos. Se eu preciso resolver algum assunto pessoal e não tem nada urgente na loja, posso sair. Em um outro trabalho nem sempre isso seria possível. Por outro lado, acho que é preciso ter jeito para cobrar o outro de alguma coisa, justamente por se tratar da sua família", aponta. (E.G.)





