Bom e mau atendimento
Londrinenses falam sobre o que os incomoda e o que os faz voltar aos estabelecimentos na hora da compra
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de abril de 2019
Londrinenses falam sobre o que os incomoda e o que os faz voltar aos estabelecimentos na hora da compra
Laís Taine - Grupo Folha 

Entrar em um estabelecimento e não ser abordado por um vendedor pode ser ruim para alguns clientes, mas ser acompanhado o tempo todo também não agrada. A FOLHA saiu às ruas para ouvir a opinião de quem compra e, para eles, as políticas de atendimento adotadas pelos estabelecimentos precisam focar no equilíbrio e proatividade.

“O que eu não gosto é de má vontade: chegar na loja e a pessoa nem se habilitar a atender e eu ter que ir chamar”, conta a aposentada Roseli Aparecida Góes, 56. Para ela, a falta de atenção a desestimula mesmo quando já entrou com intenção de comprar, mas ela também conta que em alguns lugares foi surpreendida positivamente. “Simpatia e bom atendimento já me impressionaram”, relata.

As opiniões demonstram que ser vendedor em um mundo tão diverso é sempre um desafio. Se de um lado existe o cliente que quer ser abordado, do outro existe aquele que prefere ficar sozinho. “Eu não gosto que fiquem atrás de mim e não me deixem escolher à vontade, que fiquem mostrando coisas que eu não quero e falando que está bonito”, indica Lourdes Gomes, 58. A empregada doméstica aponta que o que lhe atrai é estar confortável no estabelecimento. “Eu gosto quando a vendedora é gente boa, que faz a gente se sentir bem, que os donos também sejam legais”, afirma.
A maioria dos estabelecimentos possuem política de atendimento e nem todas agradam aos consumidores. Os vendedores, muitas vezes, seguem as orientações que lhes são passadas. O administrador de empresas Luís Sacchi, 54, afirma que há muitos lugares que atendem bem e que são de marcas maiores, onde normalmente há mais treinamentos.
“Tem muitos lugares que atendem bem e atendem certo”, afirma, lembrando que já teve experiência de ser atendido por vendedor que tinha simpatia, mas não conseguia suprir suas necessidades. “Por exemplo, você escolhe um tênis e a pessoa só traz aquele modelo, não traz opções. Ele atendeu bem, mas não atendeu certo”, exemplifica. Sacchi diz que não gosta de demorar para comprar e que agilidade é algo que ele valoriza. “Às vezes demora mais para ser atendido do que para comprar”, aponta.
A professora de administração de empresas Vanessa Ternoski, 30, destaca exatamente esse ponto da política de vendas do estabelecimento. Para ela, é preciso avaliar se o comportamento é uma questão pessoal do vendedor ou se ele está seguindo as regras da empresa. “Eu entendo que eles precisam ganhar nas vendas também, muitas vezes falta estratégia da loja em que o colaborador trabalha”, afirma.
Como consumidora, Ternoski aponta duas características que a afastam do vendedor. “Ficar muito em cima e mau humor ninguém merece, acho que são os principais”, afirma. Para ela, o que se destaca em um atendimento é a proatividade e a disposição em atender sem exageros.


